Rio registra 43,2°C e sensação térmica de 49°C

Temperatura foi a mais alta desde 1915, quando as medições começaram a ser feitas na cidade; à noite, Aeroporto do Galeão sofreu apagão de energia

CLARISSA THOMÉ / RIO , O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2012 | 02h01

Termômetros marcaram ontem 43,2°C em Santa Cruz, na zona oeste do Rio, a mais alta temperatura desde que teve início a medição na cidade, em 1915. O recorde histórico anterior era de 1984 - 43,1°C, em Bangu. A umidade alta fez as pessoas sentirem ainda mais calor: a sensação térmica era de 49°C.

"O que temos de anomalia são as temperaturas no Atlântico, nas costas sul e sudeste, que estão acima da média. Isso favorece o bloqueio de frentes frias que deixam a temperatura um pouco mais amena no verão. Como elas não chegam, ou não têm intensidade significativa, a temperatura sobe", explica a meteorologista Michelle de Lima, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Foi difícil andar pelo Rio ontem. Pouco após as 14h, o termômetro da Avenida Presidente Vargas, na frente da Central do Brasil, marcava 43°C. Na fila do Centro Cultural Banco do Brasil, também no centro, guarda-chuvas eram usados para proteger do sol quem esperava para ver a exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade.

As praias ficaram lotadas. Houve tumulto no Leblon, depois que um banhista foi assaltado. Circularam boatos de arrastão, mas a Polícia Militar divulgou nota negando. "Não houve registro que caracterize a ocorrência como 'arrastão'", informou a PM.

Panes. À noite, o Aeroporto do Galeão ficou às escuras. A energia foi interrompida por volta das 21h nos dois terminais. Segundo a Light, concessionária de energia, defeito em subestação causou desligamento de linha de transmissão que atende as Ilhas do Governador e do Fundão.

A Light transferiu a carga para uma segunda linha de transmissão. Por volta das 23h, a energia já havia sido reestabelecida, informou a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Mais cedo, a Light tinha divulgado nota em que dizia trabalhar com "equipe de técnicos do aeroporto".

Já no Santos Dumont, o problema foi no ar-condicionado, que não funcionou por dois dias na última semana e voltou a quebrar ontem. / COLABOROU FELIPE WERNECK

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