Rio que abastece região de Ribeirão Preto tem o pior nível em 70 anos

Índice pluviométrico no 1º semestre caiu 66% em relação ao mesmo período do ano passado; não há previsão de chuva para este mês

Rene Moreira, Especial para o Estado

14 Julho 2014 | 12h39

RIBEIRÃO PRETO - Com a estiagem, a principal fonte de abastecimento de água de Ribeirão Preto corre risco. O Rio Pardo, que responde por 56% do abastecimento da região, registra seu pior nível em 70 anos e está um metro abaixo do previsto para este inverno. O índice pluviométrico caiu 66% no primeiro semestre e a situação é ainda mais preocupante porque não há previsão de chuva para o decorrer deste mês.

Perto da margem, no município de Ribeirão Preto, a régua de medição instalada próxima a uma ponte, marcava na manhã desta segunda-feira, 14, que a profundidade do rio está em apenas 56 centímetros. O baixo nível é notado com facilidade, já que em pontos do rio onde havia muita água agora se vê bancos de areia e pedra, situações essas que colocam em risco principalmente as embarcações.
 
A Bacia Hidrográfica do Rio Pardo engloba 23 municípios, entre eles Altinópolis, Brodowski, Jardinópolis, Mococa, Ribeirão Preto, São Simão, Serra Azul, Serrana, Tambaú, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul. A bacia tem sua economia baseada na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços, setores que já sentem prejuízos com a seca. Culturas como a da cebola, batata e milho são irrigadas com a água do rio.
 
Esgoto. O rio, que nasce em Minas Gerais e tem 573 quilômetros de extensão, abastece o Aquífero Guarani, que também sente a escassez de chuvas. A morte de peixes com quantidade insuficiente de oxigênio na água é outro problema já detectado. Somado a isso ainda existe outro item preocupante: o fato de que quatro municípios da região despejam, sem tratamento, no leito do rio 100% do esgoto que produzem.

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