Rio estuda pôr o Bope para ajudar em UPP

A Secretaria de Segurança Pública do Rio estuda acionar o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Batalhão de Choque para reforçar o policiamento no Morro do São Carlos, no Estácio, após os recentes conflitos entre policiais, traficantes e moradores na comunidade pacificada.

MARIANA DURÃO / RIO, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2012 | 03h03

A decisão será tomada até o fim da semana pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e pela cúpula do governo. Inicialmente, será uma estratégia pontual e limitada ao São Carlos, mas nada impede que seja adotada em outras áreas já pacificadas se necessário.

Na segunda-feira, policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do São Carlos prenderam o traficante Marcílio Cheru de Oliveira, o Menor Cheru, durante a passagem de um bloco de carnaval. A perseguição ao bandido acabou com um tiroteio e a morte do morador Wendel Rodrigues Nunes, de 14 anos, além de outras três pessoas baleadas. Houve pânico entre os moradores.

Além do São Carlos, o Complexo do Alemão também foi palco de confrontos entre policiais e bandidos no carnaval. Após a denúncia de que o traficante Luciano da Silva, o Pezão, estaria em um baile de carnaval na região da Avenida Central, a Polícia Civil e a Força de Pacificação invadiram o local na madrugada de segunda-feira. Os frequentadores reagiram à entrada da polícia e houve um grande tumulto. Segundo alguns moradores, o problema começou porque os policiais queriam que o som da festa fosse reduzido.

Saída do Exército. O Ministério da Defesa e o Comando Militar do Leste confirmaram ao Estado que está marcado para março o início do processo de substituição da Força de Pacificação - formada por Exército, Polícia Civil e Militar - pela Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A previsão é de que o processo se estenda até junho de 2012, quando termina o acordo (já prorrogado em outubro) entre o Exército e o governo Cabral. Ocupados desde novembro de 2010, os vizinhos Complexo do Alemão e da Penha têm hoje a presença de 1.600 soldados do Exército e 200 policiais civis e militares. A ideia é que a UPP tenha 2.200 homens.

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