Rio: corrupção derruba chefia de Polícia Rodoviária

Acusada de prevaricação e formação de quadrilha, a cúpula da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio - o superintendente Carlos Hamilton Fernandes Pinheiro, o chefe da Seção de Policiamento e Fiscalização, Eugênio Nemirovsky, e o corregedor Cristiano Moraes da Silva - foi afastada das funções por decisão do juiz da 1.ª Vara Federal, Marcos André Bizzo Moliari.

Marcelo Auler, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2010 | 00h00

O principal alvo do caso, o chefe substituto da Seção de Policiamento e Fiscalização da PRF, Marcelo Lessa, candidato a deputado federal pelo PR, está foragido. Apesar de o juiz ter expedido há 20 dias o mandado de prisão contra Lessa, a Polícia Federal não o cumpriu. Bizzo mandou abrir inquérito sobre quem foi o delegado que comunicou a Lessa que ele era investigado.

O delegado federal Marcelo Daemon pediu a prisão de dez pessoas, mas o procurador da República Orlando Monteiro só concordou com três: a de Lessa, a do assessor dele, Antônio Márcio Rodrigues de Matos, e do inspetor Erly Simões.

Segundo a denúncia, Lessa - que foi secretário de Transportes de Nova Iguaçu durante o governo Lindberg Farias (PT) - usava ônibus de empresas locais em benefício de comunidades carentes, visando ao proveito político. Ele cobrava propina de donos de carros que tinham de ser apreendidos e usava veículos da PRF para propaganda de sua empresa, a Auto-shopping Dutra.

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