Rio alega que fez atualização dos dados de criminalidade

Dados da Secretaria de Segurança do Rio mostram que o número de homicídios dolosos aumentou de 33,2 para 36,2 por 100 mil habitantes em 2009 no Estado. Segundo o governo, a polícia registrou naquele ano 7.106 mortes violentas (de causas não naturais). Foram 5.793 homicídios dolosos, 1.048 autos de resistência (mortes de suspeitos em suposto confronto com a Polícia), 221 latrocínios (roubos seguidos de morte) e 44 lesões corporais seguidas de morte.

RIO, O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2011 | 03h02

Em nota, a Secretaria afirmou ainda que, diferentemente do que alegou o Estado na sua edição de 25 de novembro, não houve uma "revisão" nas chamadas mortes por causa externa indeterminada, mas "conclusão da investigação policial". Com base em dados apresentados pelo diretor-presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP), o tenente-coronel da PM Paulo Augusto Teixeira, o Estado mostrou na sexta-feira que,em 2009, 425 mortes investigadas pela Polícia Civil foram consideradas homicídios dolosos; 53, autos de resistência; 42, homicídios culposos ; e 6 foram classificados como latrocínios. Essas 526 mortes no total equivalem a 91,6% de 574 casos considerados antes como de "causa indeterminada" nos registros da Secretaria de Saúde.

Na semana passada, as estatísticas criminais do Rio foram consideradas não confiáveis pelo Ministério da Justiça e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Apesar de apresentar tendência de queda em todos os Estados do País, o número de mortes por causa indeterminada cresceu até 90% nos últimos três anos no Rio. Como a taxa de homicídios diminuiu a partir de 2007, quando começou o governo Sérgio Cabral Filho (PMDB), há suspeita de erro ou manipulação nos dados criminais. As mortes indeterminadas seriam homicídios não registrados dessa forma.

O governo do Estado ressaltou que as mudanças nas estatísticas são "um procedimento normal". "A informação (correta) foi repassada para a Secretaria de Estado de Saúde. Os bancos de dados das duas secretarias são bastante distintos em sua finalidade, sua temporalidade e sua categorização."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.