Rio ainda tem 5 praias selvagens e desconhecidas

Guia, que será lançado na 2ª, mostra que, em plena Barra da Tijuca, por exemplo, só é possível chegar à Praia do Meio após 1 hora de trilha

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2011 | 03h01

Em plena Barra da Tijuca, o bairro que mais se desenvolve no Rio, é possível encontrar uma praia cujo único acesso é feito por meio de trilha, após cerca de uma hora de caminhada. É a Praia do Meio, uma das cinco classificadas como selvagens na capital. Trata-se da praia preferia do designer Cláudio Novaes, que escreveu o livro Praias Cariocas, um guia que será lançado pelo Instituto Pereira Passos (IPP), órgão municipal de urbanismo, na segunda-feira.

"Só é possível chegar até ela a pé, caminhando pela trilha", conta. "Com a dificuldade de acesso, é pouco frequentada, mas a vista vale a pena", afirma Novaes, que visitou todas as 71 do município, incluindo as 16 da Ilha do Governador e as 14 da Ilha de Paquetá, para fazer o guia.

O livro traz uma ficha de cada praia, que informa a região em que ela fica, a extensão, formas de acesso, se há quiosques, ciclovia e postos de salvamento e quais são as práticas esportivas praticadas em cada uma. Também há fotos de cada praia e um texto com curiosidades. O livro custa R$ 25.

"O IPP reúne dados sobre os mais variados aspectos do Rio, e uma das maiores atrações da cidade são as praias. Por isso decidimos reunir as informações do IPP sobre as praias e lançar esse livro", conta Novaes, que é gerente da área de disseminação da informação do instituto.

Nem só Ipanema. Loira e cheia de curvas, a dona de casa carioca Camila Weitzmann, de 22 anos, poderia muito bem ser uma legítima "garota de Ipanema" - se algum dia tivesse ido à praia mais famosa do Rio. "Nunca fui a Ipanema. Prefiro Grumari. É mais tranquilo e fica mais perto de casa", conta, enquanto se bronzeia na praia da zona oeste, próxima da Barra da Tijuca. "Ipanema é sempre lotada."

"O Rio não é só Ipanema e Copacabana, essas são para turista", afirma o empresário Anderson Taboas, de 40 anos, outro frequentador de Grumari que nunca foi à Praia de Ipanema. "Tem muito gringo", diz. A maior vantagem de Grumari? "Aqui ninguém chega de ônibus."

Para chegar a Grumari é preciso ir de carro. Taboas, morador de Campo Grande (zona oeste), demora cerca de 40 minutos. "Mas vale a pena, é tranquilo."

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