Revitalização deve mudar perfil do comércio

Cinco botecos, três boates que cobram menos de R$ 5 por show de strip-tease, três docerias, uma loja de R$ 1, lojas de roupas populares e uma drogaria. E, nas calçadas, camelôs. O principal quarteirão do Largo da Batata, na Avenida Brigadeiro Faria Lima entre as Ruas Martim Carrasco e Sumidouro, é marcado pelo comércio popular.

, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2010 | 00h00

À noite, os bares têm música ao vivo onde prevalece o forró, o funk, o pagode e o sertanejo. De vez em quando tem briga. "O Largo da Batata destoa do resto de Pinheiros. Sempre foi o lugar da bagunça do bairro", conta Edison Oliveira Filho, de 50 anos. Dono de uma loja de artigos de pesca que desde 1975 funciona na Rua Martim Carrasco, ele conta que a última esperança é a revitalização. "Se não melhorar agora, não tem mais jeito."

Para a maioria dos comerciantes, no entanto, o local é um canteiro de obras intermináveis. "Espero que fique bom e rápido porque as obras estão diminuindo o movimento", afirma o jornaleiro Eraldo Malta, de 57 anos.

Para Suzana Pasternak, professora de urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, a revitalização vai mudar a cara do largo. "Ele terá características mais metropolitanas, vai valorizar. O comércio também será menos popular, mas não chegará a ser sofisticado."

A valorização já foi adiantada pelos três criadores do bar Casa 92, na esquina da Rua Cristóvão Gonçalves com a Faria Lima, inaugurada na sexta-feira. "Com a saída do terminal de ônibus, o perfil do largo será mais sofisticado", diz Fernando Autran, um dos sócios. A escolha do ponto, segundo ele, "foi coincidência combinada com previsão". / C.B.

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