Revisão de carro é 'reprovada'

Estudo feito pela Proteste avalia a qualidade do atendimento de 10 concessionárias

Jerusa Rodrigues, O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2013 | 02h04

Nesse período do ano, em que muitos aproveitam para tirar férias e viajar de carro, é recomendável verificar se o seu veículo está em boas condições para não ficar parado no meio do caminho. Estudo realizado pela Proteste Associação de Consumidores avaliou o serviço oferecido por 10 concessionárias de diferentes montadoras em manutenções preventivas e corretivas.

Após comparar o tempo e a qualidade do serviço, entre outros itens, o resultado mostra que apenas duas concessionárias verificaram todos os problemas, cumpriram todos os prazos e tiveram boa avaliação.

O leitor Clovis Gripp, de Santos, diz que só teve dor de cabeça com seu Siena EL 1.4, zero km. "Ao retirar o veículo, em 7 de outubro, constatei que detalhes combinados na venda não foram cumpridos. Além disso, notei, no dia seguinte, que os parafusos das rodas estavam enferrujados; a pintura, arranhada e havia infiltração no porta-malas, entre outros problemas."

A Fiat Automóveis informou que o veículo foi reparado e entregue em perfeitas condições de uso. Mas Gripp diz que vários problemas, como os riscos no capô e a infiltração, continuam.

Segundo a supervisora institucional da Proteste, Sônica Amaro, os danos relatados são caracterizados como vício de qualidade, previsto no artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). "Não tendo a concessionária solucionado todos os problemas em 30 dias, como estabelece a lei, cabe ao consumidor exigir entre: a substituição do produto por outro da mesma espécie; a restituição imediata da quantia paga, atualizada; ou o abatimento proporcional do preço.

Falta de peças O leitor Mauro Franco, de Caeté, Minas Gerais, aguarda o conserto do seu carro, Elantra, da Hyundai, desde outubro. "Sofri um acidente e o para-choque e o farol de milha foram danificados."

A Caoa Montadora de Veículos Hyundai respondeu que o caso tinha sido resolvido. Mas Franco diz que foi informado de que terá de aguardar de 30 a 60 dias até a vinda da peça do exterior. O professor de Relações de Consumo da FGV-Direito Rio, Fabio Soares, explica que, segundo o CDC, o fornecedor deve garantir peças para reposição de todos os produtos, enquanto eles forem fabricados ou importados, até mesmo se tiverem saído de linha. "O consumidor pode entrar com ação judicial por eventuais danos patrimoniais que possam ter ocorrido em decorrência do não uso do veículo."

"Caso perdure o atraso no reparo do automóvel, o consumidor deve ser indenizado também por dano moral", acrescenta o advogado Josué Rios.

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