Maira Vieira/Estadão
Maira Vieira/Estadão

Réveillon na Avenida Paulista é cancelado em São Paulo

Virada de ano atraiu 2 milhões de pessoas na última edição; prefeitura também discute se manterá realização da Marcha Para Jesus, da Parada do Orgulho LGBT e dos desfiles de carnaval

Priscila Mengue e Marina Aragão, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2020 | 13h29

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta sexta-feira, 17, o cancelamento do réveillon na Avenida Paulista. O evento de virada de ano atraiu 2 milhões de pessoas na última edição, das quais 41% não residiam na capital. A festa de ano-novo costuma incluir apresentações musicais e queima de fogos.

Segundo ele, a Prefeitura de São Paulo, o Governo do Estado e os técnicos da Vigilância Sanitária consideram “muito temerário” acontecer um evento desse porte na cidade.  “Como é um evento que requer uma organização de pelo menos três meses, envolve patrocínio, agenda de artista, pacotes promocionais de hotéis, turismo”, disse Covas.

Um levantamento da gestão municipal apontou que o réveillon movimentou R$ 648,2 milhões no último ano. "O impacto que isso possa ter na área de saúde é bem maior do que qualquer prejuízo econômico que a cidade possa ter nesse instante. Então, a área da saúde foi preponderante para que a gente tomasse essa decisão."

Semanas atrás, o prefeito já havia anunciado que a Virada Cultural, que havia sido adiada para o segundo semestre, será realizada apenas de forma virtual neste ano. Já a realização da Marcha para Jesus e da Parada do Orgulho LGBT, também transferidas para o segundo semestre, estão em discussão com os organizadores. 

Nova data para carnaval está em discussão com outras cidades

A situação dos desfiles de escolas de samba também é debatida na gestão municipal. "Nós continuamos a dialogar com as escolas de samba, com outras cidades no Brasil, para tentar tomar uma decisão conjunta em relação à possibilidade de adiamento e qual seria a nova data da realização do carnaval."

Covas disse que a maior preocupação é com o carnaval do Complexo do Anhembi. "Na nossa cidade, nós temos também o carnaval de rua, mas o carnaval de rua requer uma organização em um prazo menor do que  o carnaval no sambódromo, algo entorno de dois, três meses, a gente consegue organizar o carnaval de rua."

"Mas a realização do carnaval no sambódromo (é) de pelo menos seis meses entre a preparação dos carros alegóricos e os ensaios que as escolas fazem. Não é apenas a aglomeração no dia do desfile, é também de 2 mil, 3 mil pessoas em uma quadra de samba para poder ensaiar para o carnaval", acrescentou.

Vendedores ambulantes poderão voltar na segunda

O prefeito também destacou que serão assinados os novos protocolos de retomada para quatro setores nesta sexta-feira, 17. Dentre eles, está o de comércio ambulante, que poderá voltar às atividades na segunda-feira, 20. 

Os novos protocolos também incluem os cursos livres e as aulas práticas que não podem ser realizadas à distância de estudantes com formatura prevista para este ano, cuja retomada foi anunciada pelo governador nesta semana, além dos treinamentos de atletas do Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo (NAR), com 20% da capacidade em funcionamento.

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