Réveillon: experts dizem o que a boa festa tem de ter

Para que sua comemoração da virada de 2011 continue rendendo elogios no ano-novo, alguns fatores são imprescindíveis - mix de convidados, música boa, iluminação e fartura de bebida estão entre eles

Valéria França, O Estado de S.Paulo

26 Dezembro 2010 | 00h00

"Boa festa não tem de ser cara, mas criativa." Este é apenas um dos mandamentos para quem quer ser um ótimo anfitrião e ainda ficar famoso por isso. O Estado ouviu quatro especialistas na arte de receber, que há mais de dez anos estão por trás de pequenas e grandes comemorações na cidade. E reuniu dicas valiosas para quem pretende fazer uma festa descolada de fim de ano.

"A criatividade tem de começar pela lista de convidados", ensina Silvana Bertolucci, de 38 anos, festeira de mão cheia. Todo ano, ela abre as portas de sua casa, no Jardim Europa, para comemorar seu aniversário, que sempre vira uma grande balada. "Quando decido não fazer nada, os amigos reclamam. E já tive de desligar o som para que os últimos convidados fossem embora", conta. Isso foi às 5 horas - os convidados tinham chegado às 17 horas do dia anterior.

Nas reuniões de Silvana dá de tudo: playboy, surfista, bicho grilo, galera, empresários, atores e artistas. "E tem muito gay. Eles são animados, engraçados, descontraídos, imprescindíveis", conta. A faixa etária varia muito. Vai de adolescentes à terceira idade. "É melhor ter mais mulher do que homem. O mix de convidados garante que não falte assunto e animação."

A promoter Alicinha Cavalcanti, que há 28 anos organiza eventos para empresas, costuma dizer que Silvana tem um mailing (lista de convidados) melhor do que o seu. Verdade ou não, o fato é que a habilidade de Silvana é tamanha que nem os vizinhos reclamam do barulho. Suas festas costumam ter até shows, depois da 1 hora da manhã. "Preta Gil é uma das minhas favoritas. Ela faz a festa ferver. O Latino também é bom de palco", conta. "Ele foi bombado pela Lucília Diniz, outra grande festeira da cidade."

Show, no entanto, não é garantia de sucesso. "Tudo depende do tipo da festa", diz a promoter Fernanda Barbosa, sócia do badalado Bar Número, em São Paulo. "Fundamental é o DJ. Ele é determinante na animação dos convidados, começando com um som mais lounge e crescendo o ritmo noite adentro."

O cenário exige iluminação adequada. "Nada de ambientes claros. Não dá clima", ensina Fernanda. "E, para alinhavar, não pode faltar bebida, que tem de estar sempre gelada. Se você não tiver dinheiro para oferecer variedade, ok, mas não economize na quantidade", continua. "Para as mulheres, é importante ter sempre prosecco ou champanhe."

Para Claudia Matarazzo, responsável pelo cerimonial do Palácio dos Bandeirantes e escritora de livros sobre comportamento social, o convidado não pode passar calor nem sede, e muito menos sofrer por falta de espaço. "Não é necessário ter cadeiras para todo mundo, apenas um canto mais confortável, onde os mais velhos possam ficar."

O único da festa que não pode beber muito é o anfitrião. "Ele tem de ficar de olho em tudo, principalmente no andamento do serviço." As bandejas não podem ficar desfalcadas, com buracos, como se a comida estivesse no fim. A bebida tem de circular. E cabe a ele evitar discussões ou incidentes. "Às vezes, tem convidado que bebe demais e fica megainconveniente", diz Silvana. "Caso vire um problema, é preciso mandá-lo embora antes que provoque briga." É aí que entra o tal jogo de cintura do anfitrião. "Você oferece gentilmente o motorista para levá-lo em casa." E, se não tiver motorista, pague o táxi. "O convidado chega bem em casa e a festa continua animada."

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