Réveillon em SP e Rio: fogos, Fiuk e pagode

Pela primeira vez, virada das duas capitais será 100% bancada pela iniciativa privada

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2010 | 00h00

De um lado, 6 shows, 15 minutos de fogos de artifício e 2 milhões de pessoas na Avenida Paulista. Do outro, 4 palcos, 20 minutos de show pirotécnico e a expectativa de mais de 2 milhões de festeiros na Praia de Copacabana. As festas de réveillon de São Paulo e Rio serão assim: parecidas nos números, diferentes no estilo.

O contraste mais óbvio é o cenário, mas os artistas que se apresentarão nas duas principais viradas de ano do País também aprofundam as diferenças. Em São Paulo, cada show será de um estilo - vai desde o sertanejo de Zezé di Camargo e Luciano até o pop colorido de Fiuk, da Banda Hori, passando por Capital Inicial, Fábio Jr. e a Rosas de Ouro, escola campeã do carnaval paulistano deste ano. Com uma novidade: a festa será transmitida pela web. A câmera ficará em cima do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e exibirá todos os shows ao vivo no site www.earthcam.com.

Já no Rio o palco principal na frente do Hotel Copacabana Palace será todo voltado a pagode, axé e samba. Devem se apresentar as cantoras Alcione e Daniela Mercury, o pagodeiro Zeca Pagodinho e as baterias das escolas de samba Unidos da Tijuca - que ganhou o carnaval carioca em 2010 - e Grande Rio. Até no palco intitulado Pop/ Rock, que vai ficar na frente da Rua Santa Clara, duas escolas de samba vão animar grande parte da noite - Beija-Flor e Vila Isabel.

Patrocínio. Segundo autoridades das duas cidades, este deverá ser o réveillon mais movimentado da história, tanto em São Paulo quanto no Rio. Há também uma novidade que as duas cidades compartilham - pela primeira vez, as festas não contarão com um centavo de dinheiro público. Todo o dinheiro para sua realização virá da iniciativa privada, por meio de patrocínios. O valor total dos eventos, no entanto, não foi divulgado.

As Polícias Militares também estarão de prontidão para garantir a segurança. No Rio, a música vai começar às 18 horas do dia 31 e toda a corporação ficará de prontidão. Em São Paulo, entre policiais e guardas civis metropolitanos, serão 2.900 homens.

A Prefeitura paulistana recomenda que quem decidir ir à festa vá de metrô. O sistema vai operar ininterruptamente durante toda a madrugada nas três principais linhas, com embarque e desembarque até as 2 horas. Após esse horário, o embarque só será permitido nas estações da Avenida Paulista, com exceção da Trianon-Masp, que ficará fechada das 19 horas do dia 31 às 4h40 do dia 1º. O intervalo médio dos trens será de 8 minutos.

PAULISTA X COPACABANA

Virada em SP

Shows: serão seis, a partir das 20h do dia 31, no palco montado na Avenida Paulista: Fábio Jr., Fiuk e Banda Hori, Zezé di Camargo e Luciano, Barra da Saia, Capital Inicial e Rosas de Ouro. A festa deve terminar às 2h30 do dia 1º de janeiro.

Fogos: 100 mil fogos de artifício e 7 mil bombas coloridas vão garantir 15 minutos de show pirotécnico.

Público: a Prefeitura espera receber 2 milhões de pessoas - entre elas, 100 mil turistas, a maioria do interior do Estado.

Virada no Rio

Shows: serão quatro palcos em Copacabana. Além do principal, haverá os Pop/Rock, Beat 98 e Anos 70/80. O primeiro terá artistas como Sandra de Sá e as escolas de samba Beija-Flor e Vila Isabel. A programação dos outros ainda não foi divulgada.

Fogos: o show durará 20 minutos e vai unir uma trilha sonora especial com os fogos. Haverá também uma "surpresa".

Público: o Rio espera 643 mil turistas, totalizando mais de 2 milhões de pessoas na festa de réveillon.

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