Revalidação de diploma será modificada

O exame para validação de diploma de médico obtido no exterior, o Revalida, deverá ser alterado. Uma das estratégias será calibrar a dificuldade das questões da prova de acordo com o desempenho de estudantes brasileiros, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Lígia Formenti / Brasília, O Estado de S.Paulo

13 Junho 2013 | 02h02

Como o Estado adiantou em fevereiro, a ideia é submeter alunos de faculdades brasileiras de Medicina a uma prova formada por questões do banco do Revalida. A medida será aplicada ainda neste ano. Em audiência ontem na Câmara dos Deputados, Padilha observou que o número de validações de diplomas estrangeiros caiu de forma expressiva desde que o Revalida foi adotado, em 2011. Em 2010, 402 médicos formados no exterior receberam permissão para atuar no País. Em 2011, foram 238; no ano passado, 121.

Padilha afirmou que até 2014 serão abertos 35 mil postos de trabalho médico nas Unidades de Pronto-Atendimento. Pelas contas do ministro, isso significa um aumento da demanda de aproximadamente 70 mil profissionais. Há, além disso, um pedido feito por prefeitos de 13 mil profissionais. "Não há como falar em números exatos sobre qual é a necessidade de médicos no País. É certo que o problema terá de ser enfrentado com várias medidas."

A estratégia para atrair médicos estrangeiros para o Brasil passa também pela dispensa do Revalida. Duas propostas deverão ser colocadas em prática: convênios de intercâmbio com países como Portugal e Espanha e chamada internacional.

O ministro afirmou que estrangeiros, além de passar por um teste de domínio do português, terão seu currículo e histórico escolar avaliados. "A autorização especial não será concedida de forma imediata. Haverá uma análise prévia", disse.

A ideia foi bem recebida pelo presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto D'Ávila. Ele observou, no entanto, que as medidas não atenderão aos objetivos do ministério. "O problema do País é falta de financiamento na saúde. Falta estrutura."

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