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Réu por desvio de dinheiro público, comandante-geral da GCM pede afastamento

Carlos Alexandre Braga havia sido nomeado pelo prefeito João Doria em fevereiro

O Estado de S.Paulo

24 Março 2018 | 16h47

O comandante-geral da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, Carlos Alexandre Braga, réu por desvio de dinheiro público e falsificação de documento público, pediu afastamento do cargo. A informação foi divulgada em nota pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana neste sábado, 24.

“A Secretaria de Segurança Urbana informa que o inspetor Carlos Alexandre Braga, comandante da Guarda Civil Metropolitana, pediu afastamento do posto para que possa se defender de processo que tramita na Justiça Federal. Braga reafirma que foram prestados os serviços pelos quais a associação que ele presidia foi contratada pela Prefeitura de Paraguaçu Paulista.” informa a pasta.

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Braga é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter participado em um esquema de desvio de R$ 226.359 oriundos do Ministério da Justiça, em 2007, por um convênio entre a Associação das Guardas Municipais do Estado de São Paulo, na época presidida por ele, e a prefeitura de Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo.

"Após os valores serem efetivamente depositados em conta corrente da prefeitura de Paraguaçu Paulista, os denunciados passaram a orquestrar esquema criminoso, visando ao desvio dos recursos federais, o qual consistiria na contratação de um falso curso de capacitação de guardas municipais, por meio de uma tomada de preços direcionada", escreveu o procurador Leonardo Augusto Guelfi, do MPF.

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O comandante-geral foi nomeado ao cargo pelo prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) em fevereiro, substituindo o antigo comandante Adelson de Souza. Antes, a Prefeitura havia decidido mantê-lo no cargo enquanto não houvesse punição. Na sexta-feira, 23, o secretário de Segurança Urbana, José Roberto Rodrigues, de Oliveira havia justificado a medida dizendo que não podia "puni-lo antecipadamente". 

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