Réu lavou as mãos. Não houve nenhuma confissão

Análise: Warley Belo

É ADVOGADO CRIMINALISTA, DIRETOR DO , INSTITUTO DOS ADVOGADOS DE MINAS GERAIS , O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2012 | 02h13

A verdade é que o Macarrão jogou a responsabilidade para o Bruno e lavou as mãos. É preciso deixar bem claro que não houve confissão, muito antes pelo contrário. Pelo depoimento, ele não participou nem do sequestro de Eliza, ela teria ido de livre e espontânea vontade.

Nesta sexta-feira, haverá o auge do julgamento, quando ocorrerão os debates. Diante de qualquer contradição, a casa pode cair. Pode significar a diferença entre a condenação e absolvição. O Ministério Público e a defesa vão se digladiar nos debates orais. Pontos fortes serão enaltecidos e haverá provocação, no contexto ácido que faz parte do júri.

Como existem dois réus, o MP terá 2h30 e a defesa outras 2h30 para falar. Se o MP, por exemplo, desejar ir à réplica, são mais duas horas para cada lado, sem que necessariamente se use todo esse tempo. Acabada essa fase, a juíza lerá os quesitos que serão respondidos para os jurados, quando eles se reunirem para dar o veredicto.

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