Réu foge de fórum pouco antes de ser condenado em Ribeirão Preto

Vigia pegou mais de 21 anos de cadeia, mas antes que fosse preso desapareceu da sala do júri

Rene Moreira, O Estado de S. Paulo

12 Março 2014 | 10h33

O vigia Aurelito Borges Santiago abandonou na terça-feira, dia 11, o fórum de Ribeirão Preto pouco antes de a juíza Isabel Alonso Bezerra ler a sentença que o condenaria a 21 anos de prisão pelo assassinato do estudante Rodrigo Bonilha, de 18 anos. O réu deixou o fórum no momento em que os jurados se reuniram para definir se ele era culpado ou inocente. Ao retornar para dar o veredicto, a juíza tornou pública a decisão contra o Santiago e passou a considerá-lo um foragido da Justiça. O crime havia ocorrido em 2008 em frente ao salão de festas em que o vigia trabalhava. Familiares e amigos da vítima acompanhavam o julgamento.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, ao deixar o Fórum o réu ainda respondia ao processo em liberdade, passando a ser considerado foragido somente após a sentença ser proferida pela juíza. O advogado de defesa, Alexandre Durante, alegou não ter visto o cliente sair do local.

O crime. O estudante Rodrigo Bonilha, de 18 anos, foi atingido por um tiro nas costas no dia 26 de janeiro de 2008, na frente de um salão de festas no Jardim América, bairro nobre de Ribeirão Preto, quando voltava para casa com amigos após uma festa country. O estudante brincava com uma placa de publicidade encontrada no chão no momento do disparo. Bonilha foi levado ao hospital, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

Dois dias depois o vigilante Aurelito Borges Santiago, de 39 anos, apresentou-se na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto, interior do Estado, e confessou ter disparado o tiro que matou o estudante. Santiago disse à polícia que havia atirado porque Bonilha e amigos danificaram o buffet no qual ele trabalhava e que ele demonstrou que poderia ter algo na cintura.

Como não foi detido em flagrante e se apresentou à polícia, Santiago respondeu em liberdade ao inquérito por homicídio qualificado (e por motivo fútil).

Na época da confissão do crime, a delegada Maria Beatriz Moura Campos, do Setor de Homicídios da DIG, disse que não era "cabível", no caso, pedir à Justiça a prisão temporária de Santiago, porque ele havia se apresentado espontaneamente e entregou à polícia o revólver calibre 38 usado durante o trabalho.

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