Restrições ao fumo não afetaram vendas, afirma Souza Cruz

Principal preocupação da empresa é com o aumento da participação nas vendas do mercado ilegal

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

21 de agosto de 2009 | 09h53

O presidente da Souza Cruz, Dante Letti, disse nesta última quinta-feira, 20, que a entrada em vigor no Estado de São Paulo da proibição do fumo em locais fechados ainda não afetou as vendas da companhia. "A lei ainda é muito recente. Temos que ter calma e aguardar como o consumidor vai se comportar", afirmou, antes de participar de premiação promovida pelo jornal Valor Econômico.

 

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Letti destacou que a principal preocupação da empresa é o aumento da participação nas vendas do mercado ilegal, em razão do aumento nos preços dos cigarros gerado pela elevação de PIS/Cofins e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), no final de março. "Percebemos, inicialmente, uma redução na fatia de mercado, mas, a partir de julho, houve uma retomada", disse.

 

Segundo o executivo, a recuperação de mercado está sendo impulsionada também pela entrada em vigor da nota fiscal eletrônica e dos contadores nas fabricas, o que possibilita à Receita Federal o acompanhamento em tempo real da produção.

 

Letti destacou ainda a preocupação em relação à perda de mercados externos pela valorização do real ante o dólar, nas próximas negociações que acontecem a partir de maio de 2010, principalmente para os países africanos, a China e a Índia. "Vamos reduzir nossas margens e tentar aumentar a produtividade para compensar a desvantagem cambial", afirmou.

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