Restrição para o interior será apresentada nesta terça-feira

Proposta é que cidades do PCJ reduzam captação de água dos rios ou suspendam fornecimento em determinados horários do dia

Rafael Italiani , O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2014 | 03h00

A proposta da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) para que as cidades do PCJ reduzam a captação de água dos rios ou suspendam o fornecimento em determinados horários do dia, conforme o Estado revelou na última semana, vai ser discutida nesta terça-feira, 18.

Os órgãos se reúnem a partir das 14h, em Campinas. A ANA e o DAEE vão apresentar as regras que podem valer tanto para o abastecimento residencial quanto para o uso industrial, comercial e agrícola, atingindo diretamente cerca de 5 milhões de habitantes. O presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu, participa do encontro. No documento, os órgãos impõem que os municípios que usam água de rios na bacia do PCJ - que já estão secos - diminuam em 20% a captação do recurso ou cortem o fornecimento das 18 às 23 horas, para ampliar o abastecimento domiciliar. Caso seja aprovada, a medida valerá quando o Sistema Cantareira estiver em 5% da capacidade. Os setores que podem ser prejudicados devem apresentar contrapropostas.

Municípios da região que administram a própria água e não têm contratos com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) adotaram medidas para economizar. Ao todo, 11 cidades estão em esquema de rodízio de água e outras 14 aplicam multas. 

Promotores. O Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual (MPE) da região do PCJ também acompanha a reunião. Os promotores defendem que a região metropolitana de São Paulo tenha restrições. Uma das justificativas é de que as águas dos rios da Bacia do PCJ formam o Sistema Cantareira. Nesta terça, segundo a Sabesp, o reservatório libera 5 mil litros de água por segundo para o PCJ.

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