Julian Marques/Divulgação
Julian Marques/Divulgação

Restaurante de Higienópolis sofre arrastão

Assaltantes armados renderam clientes e funcionários do La Frontera e roubaram dinheiro, celulares e joias; ninguém foi preso

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

12 de março de 2015 | 09h40

Atualizado às 19h24

SÃO PAULO - O restaurante La Frontera, em Higienópolis, bairro nobre da região central, foi alvo de um novo assalto na noite de anteontem. Três criminosos armados entraram no estabelecimento, saquearam o caixa e roubaram funcionários e clientes. Não houve feridos e os ladrões conseguiram fugir. Até o momento, ninguém foi preso. Em 2012, o restaurante especializado em culinária argentina já havia sofrido um arrastão.

O assalto aconteceu por volta das 23h20, próximo do horário de encerrar as atividades no restaurante, que fica na Rua Coronel José Eusébio. Três clientes ocupavam a única mesa usada naquele momento e cinco funcionários ainda estavam no local.

Os criminosos estacionaram o carro a cerca de três metros da porta do restaurante. Durante a abordagem, um investiu contra os clientes, o outro foi render os funcionários e o terceiro, vigiar a entrada lateral, na Travessa Dona Paula.


“Eu estava olhando para a comida, quando percebi um homem do meu lado. Ele levantou a camisa e mostrou a arma, presa na calça”, relata o apresentador de TV Fernando Oliveira, uma das vítimas do assalto. Segundo afirma, o ladrão exigiu que todos colocassem as mãos sobre a mesa e não levantassem a cabeça. Os criminosos estavam sem capuz.

Dos clientes, foram roubados carteiras com documentos, cartões de crédito, alianças, chave do carro, três celulares e duas mochilas. Em uma delas, estava o computador do cineasta Marco Dutra - considerado o maior prejuízo pelas vítimas. O celular de um cozinheiro também foi levado, além de cerca de R$ 500, que estavam no caixa do restaurante.

A ação dos assaltantes foi rápida, durou cerca de dez minutos. De acordo com as vítimas, não houve ameaças ou agressões. “Eles foram extremamente cirúrgicos. Eu até descreveria como ‘ladrões educados’”, afirma Oliveira. Uma moradora do prédio onde fica o La Frontera diz que nem sequer percebeu a ocorrência, de tão discreta. “Eu havia acabado de chegar em casa e não vi nada”, diz.

A proprietária do restaurante, a argentina Ana Maria Massochi, acredita que o assalto provavelmente foi aleatório e que os bandidos aproveitaram um momento “mais frágil” para atacar. “Acho que se pode caracterizar como um fato. Espero que não seja a mesma onda de anos atrás”, diz.

Em 2012, houve uma série de arrastões em restaurantes da cidade - entre eles, o La Frontera. Na ocasião, três criminosos armados invadiram o local e roubaram cerca de 60 clientes.

Segundo a proprietária, o estabelecimento hoje conta com uma empresa de segurança contratada para dar apoio aos funcionários na hora de fechar. “Se eles tivessem chegado poucos minutos antes, talvez os assaltantes nem tivessem parado”, afirma Ana Maria, que descartou fechar o restaurante por questões de insegurança. “Quem tem de ficar preso é o bandido.”

O La Frontera é vizinho do cemitério da Consolação. Ele fica em uma rua arborizada, com boa parte dos imóveis disponíveis para aluguel. “À noite, essa rua é muito escura, é o restaurante que ilumina a calçada”, diz uma empresária que tem um escritório na região. Para Ana Maria, no entanto, a situação já foi pior. “Ultimamente, eu vi mais segurança no bairro.”

Suspeitos. Testemunhas relatam que um dos ladrões aparenta ter 40 anos, é grisalho e barrigudo. Outro seria mais jovem, moreno, magro e com o cabelo cacheado. Não há descrição do terceiro suspeito.

Chamados para atender ocorrência de roubo no restaurante, policiais militares chegaram após a fuga dos assaltantes. Depois, eles fizeram buscas na região. Dois suspeitos chegaram a ser detidos e encaminhados para a delegacia de plantão, o 78º Distrito Policial (Jardins), mas não foram reconhecidos pelas vítimas como autores do assalto. A Polícia Civil descartou o envolvimento deles no crime.

O La Frontera também dispõe de câmeras de segurança que podem ter flagrado a ação dos criminosos. As imagens estão à disposição dos policiais.

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