Ben Stansall/AFP
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Restaurante de Atala é o 7º melhor

Na lista dos 50 melhores do mundo, dinamarquês Noma permanece em 1º; paulistanos Fasano e Maní estão entre os 100 preferidos

Janaina Fidalgo, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2011 | 00h00

Cinco anos atrás, o D.O.M. apareceu pela primeira vez na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo (S.Pellegrino World"s 50 Best), elaborada desde 2002 pela revista inglesa Restaurant. À época, era o último da lista. De lá para cá, à exceção de 2008, quando caiu duas posições, ascendeu e chegou, neste ano, ao 7.º lugar.

Ao Estado, o chef do D.O.M., Alex Atala, disse que passar de 18.º para 7.º foi muito mais do que havia imaginado. "É um sonho. A essa altura, não dá nem para usar essa projeção em meu benefício. Quero usar para as novas gerações, para o País. Em benefício dos índios que catam formiga para mim, dos fornecedores que arrumam os melhores produtos, para os jovens chefs que trabalham bem e não tiveram chance."

No topo da lista, divulgada ontem à noite em Londres, permanece o dinamarquês Noma, de René Redzepi, que no último ano desbancou do primeiro lugar o El Bulli de Ferran Adrià. Se o restaurante que tornou conhecida a cozinha espanhola neste ano não está na lista (o El Bulli será fechado no fim de junho e vai virar uma fundação de pesquisa), outros espanhóis mantiveram em alta a gastronomia do país e garantiram três posições entre os dez primeiros. O El Celler de Can Roca em segundo; o Mugaritz, em terceiro; e o Arzak, em oitavo.

A América Latina, representada em 2010 apenas por Atala, ganhou mais projeção. Agora tem outros três sul-americanos: os mexicanos Biko e Pujol - em 31.º e 49.º, respectivamente - e o peruano Astrid y Gaston, em 42.º.

Outros dois restaurantes brasileiros apareceram nesta edição, não entre os 50 primeiros, mas entre o 51.º e o 100.º colocados. O Fasano está em 59.º. Em entrevista ao Estado, o restaurateur Rogério Fasano disse ter ficado muito contente e, irônico, brincou com o fato de os restaurantes mais bem avaliados serem, prioritariamente, os representantes da cozinha moderna, com seus equipamentos de laboratório. "Para quem ainda tem fogão na cozinha, estar em 59.º é um espetáculo", disse Fasano.

Em 74.º lugar, ficou o Maní, de Helena Rizzo e Daniel Redondo. "É surreal, mas muito legal. Nunca pensei em ser indicada a nada, imagina chegar a esse lugar", disse Helena. "A gente trabalha para fazer o melhor. Um prêmio como esse serve para melhorar o nível humano e técnico." / COLABORARAM PATRÍCIA FERRAZ E OLÍVIA FRAGA

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