Resposta da polícia deve ser imediata

Análise: José Vicente da Silva Filho

É ESPECIALISTA EM SEGURANÇA PÚBLICA, O Estado de S.Paulo

26 Abril 2012 | 03h03

A alta na estatística de homicídios ocorreu no último mês. Por isso, ainda é difícil analisar as causas dessa tendência. Nesse período, podem ter acontecido, por exemplo, três chacinas na cidade. Só isso já ajuda a puxar os números. De qualquer maneira, a notícia é um sinal de alerta, que exige das Polícias Civil e Militar uma resposta rápida. Mesmo se os dados mostrassem taxa igual, eles seriam preocupantes, pois o papel da polícia é sempre o de reduzir os índices criminais, não permitir que aumentem.

Nos casos de homicídio, especificamente, o trabalho agora é minucioso. É preciso se debruçar em cada um dos casos. E o porcentual de alta - tanto no trimestre, de 14%, como no mês de março, de 79% - permite isso. Só analisando cada morte será possível definir uma tendência e trabalhar na sua prevenção. Por exemplo: aumentou o número de homicídios nas proximidades de bares? E o policiamento nesses locais, como está? É dívida de drogas? Então, o Denarc (que cuida de narcóticos) precisa ser acionado. Essas medidas podem surtir efeito, mas, é claro, desde que as duas polícias se comuniquem. O criminoso deve saber que há punição.

Em relação ao roubo de carros, também em alta, o trabalho é o mesmo: investigação caso a caso. E dá tempo de fazer isso ao longo de um mês, para evitar a repetição dos números no outro. A prevenção desse tipo de crime tem falhado em São Paulo. Já sabemos como as organizações criminosas agem. Há todo um mercado paralelo de peças e desmanches alimentado por elas. As modalidades de ação também não são novidade para a polícia nem os bairros escolhidos como alvo.

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