Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Resfriamento dos escombros de prédio seguirá pela madrugada

Bombeiros jogam água e aguardam somente para os próximos dias o trabalho de vasculhar os entulhos

Marco Antônio Carvalho, Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

01 Maio 2018 | 19h39

O trabalho do Corpo de Bombeiros na área de desabamento do prédio, no centro de São Paulo, seguirá pela madrugada desta quarta-feira, 2. Cerca de cem homens e mulheres darão continuidade à atividade de resfriamento dos escombros. A corporação atende a ocorrência desde a 1h30 desta terça-feira, 1. Uma pessoa é considerada desaparecida.

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Na noite desta terça, muita fumaça branca, que os bombeiros afirmam ser vapor de água, ainda sai dos entulhos que se amontoam nas imediações do Largo do Paissandú. Com mangueiras, água continua sendo jogada sobre a estrutura. Esse é considerado o primeiro passo antes que os bombeiros comecem de fato as buscas sob os escombros, o que só deve ocorrer nesta quinta.

Segundo o capitão Marcos Palumbo, a corporação está seguindo protocolos internacionais e visando à segurança ao evitar entrar na estrutura neste momento. "Não podemos entrar agora sob risco de sofrer algum acidente. Estamos resfriando e retirando o entulho do entorno para notar como a estrutura se comporta e poder agir na sequência", disse o capitão.

Segundo ele, na quinta, a área será dividida em quadrantes para organizar os trabalhos de busca. As primeiras ações se concentrarão nas imediações da igreja vizinha também atingida pelo desabamento. "É onde há mais espaço para trabalharmos e onde está a corda da vítima que tentamos resgata", disse Palumbo.

Os bombeiros tentaram resgatar um homem que se pendurava do lado de fora do edifício em chamas, mas o desabamento levou a vítima, jogando-a no meio da montanha de concreto. Agora, a corda funciona como uma guia para tentar encontrar a vítima. “Temos que admitir que a situação é difícil, mas não vamos deixar de tentar encontrá-lo. Tudo aqui está preparado focando no resgate”, acrescentou o capitão.

Agentes de assistência social da Prefeitura conseguiram contatar 283 dos 317 moradores que viviam no local. Apesar disso, eles não são considerados desaparecidos, pois não há confirmação de que estavam no prédio no momento do incêndio. A previsão do Corpo de Bombeiros é que o trabalho na região se prolongue por ao menos mais uma semana. 

 

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