Reserva privada amplia proteção em até 60%

Talvez a maior vantagem de criar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) na Serra da Bocaina não seja só ter mais um trecho de mata protegida, mas principalmente criar ligações com outros remanescentes de modo a estabelecer um corredor para a biodiversidade. Grandes felinos, primatas e aves precisam de grandes áreas para se desenvolver. Em São Paulo e no Rio há os maiores maciços de áreas protegidas de Mata Atlântica, mas 80% do que resta do bioma está em áreas particulares, segundo a ONG SOS Mata Atlântica.

O Estado de S.Paulo

19 Janeiro 2014 | 02h09

No caso do Projeto Águas da Bocaina, as RPPNs vão permitir uma interligação com outras áreas protegidas, como a Estação Ecológica do Bananal, o Parque Estadual de Cunhambebe e o Parque Nacional da Serra da Bocaina. O efeito mais imediato é sentido pela estação, à qual o projeto é contíguo. As RPPNs ampliam sua área de cobertura vegetal em 60%, afirma José Roberto Alves Suarez, técnico de pesquisa da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que atua há mais de dez anos na região.

Essa ampliação vai ser importante para reforçar a rica diversidade de espécies que tem na estação, um ecossistema único por causa de sua altitude, de 1,2 mil a 1,9 mil metros. Inventário feito recentemente mostra que a estação tem 27 espécies de peixes (duas ameaçadas de extinção), 236 de aves, 147 de anfíbios e répteis e cerca de 120 de mamíferos. O levantamento mostra quatro novas espécies, uma delas um "sapinho de barriga vermelha" que era considerado extinto desde a década de 1930. / G.G.

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