Representantes de cobradores e motoristas se reúnem na Delegacia do Trabalho

Decisão foi tomada após reunião na garagem da Santa Brígida, na zona norte, da qual participou o superintendente do Ministério do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

21 Maio 2014 | 12h38

Atualizada às 18h35

SÃO PAULO - Quatro representantes dos motoristas e cobradores de ônibus paralisados em São Paulo representarão a categoria na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) na tarde desta quarta-feira, 21. A decisão foi tomada após uma reunião na garagem da empresa Santa Brígida, na zona norte, da qual participou o superintendente do Ministério do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros.

Depois da audiência, os trabalhadores das empresas Santa Brígida e Gato Preto farão uma assembleia na frente da garagem, na Rua Manuel Monteiro de Araújo, para decidir se aceitam os termos debatidos e se continuam paralisados.

Um dos representantes dos trabalhadores é Anderson Reis, de 33 anos, empregado da Santa Brígida. Segundo ele, os funcionários paralisados pedem 30% de reajuste salarial, podendo chegar a 22%. Outro representante é Paulo Martins, de 44 anos, conhecido como o "Maloca". Ele trabalha desde 1991 na Santa Brígida.

Além disso, eles reivindicam R$ 25 de vale-refeição, participação de R$ 1,6 mil nos lucros e resultados das empresas, entre outros.

Por volta das 12h15, após a definição dos representantes e da saída do superintendente Medeiros, vários funcionários gritaram: "Fora, sindicato! Fora, sindicato!".

Nenhum representante dos motoristas e cobradores paralisados em São Paulo compareceu à audiência de conciliação ocorrida na manhã desta quarta-feira, 21, na sede da DRT, na região central. Por esse motivo, o superintendente do Ministério do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros, resolveu ir pessoalmente à garagem da Santa Brígida para se reunir com os funcionários paralisados.

Medeiros afirmou que a DRT envidará esforços para que não haja retaliações aos trabalhadores paralisados.

Na reunião da manhã, só compareceram à DRT membros do sindicato dos motoristas e cobradores de ônibus, que não apoia a paralisação, e advogados do setor das empresas de ônibus.

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