Representantes de bairros atuam como vereadores em NY

A representação por bairros funciona nos legislativos das principais metrópoles do mundo há quase meio século. Em Nova York, por exemplo, os 51 conselheiros do "City Council" são escolhidos por meio do voto distrital nas cinco maiores regiões da metrópole americana de 8,5 milhões de habitantes - Manhattan, Bronx, Brooklyn, Queens e Staten Island.

ANÁLISE: Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2013 | 02h01

Os conselheiros nova-iorquinos atuam como verdadeiros prefeitos, ocupando pouco tempo com leis gerais sobre a cidade. O voto distrital garante a representação às regiões segundo sua população. Dessa forma, o Brooklyn, com 2,56 milhões de moradores, elege mais conselheiros.

Em São Paulo, a representatividade dos bairros não se reflete nem mesmo nas eleições para a Câmara. Em 2012, três bairros populosos da capital não conseguiram eleger seus campeões de votos: Guaianases, na zona leste, com Zelão (PT), Rio Pequeno, na zona oeste, com Juscelino Gadelha (PSB), e Wadih Mutran (PP), líder de votos pela Vila Maria, na zona norte. Em janeiro, Mutran assumiu como suplente, mas Zelão e Gadelha ficaram de fora. Em compensação, o Legislativo ganhou 16 vereadores ligados a igrejas evangélicas, alguns sem relação com a cidade, como o carioca Jean Madeira (PRB), pastor da Universal.

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