Represa rompe em Analândia

Responsável pela barragem, Mineração CRS afirma que chuva causou acidente; animais morreram na inundação

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2011 | 00h00

Uma represa da companhia Mineração CRS rompeu anteontem por causa do acúmulo da água das chuvas em Analândia, a 210 quilômetros de São Paulo. A força da água destruiu um trecho de 20 metros da Rodovia Municipal Analândia-Corumbataí. A correnteza arrastou uma tubulação que havia no local, a 4 km de Analândia, levando parte do aterro de 10 metros de altura. De acordo com a Defesa Civil Municipal, ninguém ficou ferido.

A casa de um sítio quase foi atingida. Nessa propriedade, pelo menos um cavalo e outros animais de menor porte foram arrastados pela correnteza e morreram afogados. Os corpos foram vistos no Rio Corumbataí, que abastece a região. Lá foi parar toda a água da represa, assim como um grande volume de terra.

A rodovia é asfaltada no trecho atingido e recebe tráfego intenso de caminhões carregados de areia. Blocos de asfalto foram arrancados pela enxurrada, que destruiu também uma ponte na estrada de terra que dá acesso às granjas da empresa Aviagem Avicultura. A avalanche de lama percorreu mais de 2 km, abrindo um grande sulco. O leito de um córrego ficou irreconhecível.

Vistoria. Técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) estiveram no local para vistoriar a represa e avaliar os danos ambientais. Eles coletaram amostras da água do córrego e do Rio Corumbataí para análise. A Mineração CRS pode ser autuada por dano ambiental.

Ontem, homens e máquinas trabalhavam na construção de uma ponte provisória para restabelecer o tráfego, que era desviado para a Rodovia Washington Luís, por Corumbataí. Um desvio precário tinha sido aberto no local.

O diretor da mineradora, Alessandro Debechi, informou que a empresa trabalha com extração de areia em cavas e tem três represas. De acordo com ele, a barragem que estourou continha apenas água da chuva.

Rompimento. Quando o acidente aconteceu, os funcionários ainda não tinham retornado do almoço, o que evitou vítimas.

Ainda segundo Debechi, a chuva havia dado uma trégua na hora do acidente, mas o solo estava encharcado por causa de precipitações de dias anteriores.

A empresa iniciou a reconstrução da barragem e disse que vai colaborar na recuperação de todas as áreas atingidas. O diretor afirma que a mineradora tem licenças ambientais e que as barragens são vistoriadas periodicamente.

As causas do rompimento serão apuradas.

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