Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

Represa em SP vira um conjunto de lagos, unidos por córregos

Na sexta-feira, 5, reservatórios que representam 82% de todo o Sistema Cantareira tinham apenas 3,3% da capacidade

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

06 Setembro 2014 | 20h13

SÃO PAULO - Operando exclusivamente com água do chamado volume morto desde o início de junho, as Represas Jaguari-Jacareí, entre Bragança Paulista e Joanópolis, a cerca de 100 quilômetros da capital, viraram um conjunto de lagos espalhados pelos braços do manancial que estão sendo interligados por córregos construídos no leito dos reservatórios pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Na sexta-feira, 5, os dois reservatórios, que representam 82% da capacidade de todo o sistema, tinham apenas 3,3% dos 912 bilhões de litros armazenáveis, ou seja, 30,1 bilhões de litros. Com as chuvas que caíram na região, em especial nos afluentes do Jaguari no sul de Minas Gerais, a Sabesp conseguiu poupar água dos dois reservatórios, que viram, até, seu volume subir ligeiramente.

Atibainha. No período, a Sabesp aumentou a retirada da Represa Atibainha, em Nazaré Paulista, penúltima do sistema, que é interligado por túneis. Esse reservatório também opera apenas com água do volume morto, que é a reserva profunda abaixo do nível das comportas da concessionária.

Somando toda a água disponível em seus cinco reservatórios, o Cantareira tinha na sexta-feira 102,2 bilhões de litros disponíveis, ou 10,5% da capacidade do manancial. A previsão feita por especialistas é de que esse volume se esgote no início de novembro. A partir daí, a Sabesp poderá retirar até 106 bilhões de litros de uma segunda cota do volume morto, toda das Represas Jaguari-Jacareí.

Segundo a Sabesp, com essa reserva adicional, e o início da próxima temporada de chuvas, a partir de outubro, o abastecimento de água na Grande São Paulo está garantido até março do ano que vem sem a necessidade de adoção de racionamento oficial de água. A partir de abril, terá início o próximo período de estiagem, com um cenário tão crítico quanto o atual.

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