Repórter é detido após ser impedido de entrar em DP

O repórter Felipe Werneck, do Estado, foi detido ontem por policiais da Delegacia de Atendimento a Turistas (Deat), no Leblon, zona Sul do Rio, depois de incidente relacionado ao cerceamento da atividade de jornalistas que apuravam o assalto a um albergue na zona sul.

RIO, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2011 | 03h01

O repórter, após se sentir hostilizado e responder à provocação de um policial, foi levado, sob acusação de desacato, para a 14.ª Delegacia da Polícia Civil, ao lado da Deat. Lá, prestou depoimento e foi liberado 3 horas após a detenção. Foi aberto termo circunstanciado sobre a acusação de desacato, que seguirá para o 4.º Juizado Especial Criminal.

A delegada Marta Rocha, chefe da Polícia Civil, informou que a Corregedoria vai abrir uma sindicância para apurar se houve excesso na conduta dos policiais.

Quando chegou à Deat, Werneck foi interpelado pela inspetora Vanessa Tassi, que disse que ele não poderia ficar ali. O repórter argumentou que o local era público, mas foi expulso. Após reclamações a assessores da Secretaria de Segurança e da Polícia Civil, o trabalho da imprensa foi liberado.

Ao solicitar à inspetora Vanessa seu nome completo e número de matrícula, para registrar uma reclamação formal sobre o prévio cerceamento, Werneck foi provocado pelo inspetor Argos Meira, que exclamou em voz alta: "Deixa ele falar sozinho". O repórter reagiu dizendo que considerava a atitude do inspetor "babaquice". Exaltado, o inspetor Marcos Leandro de Azevedo disse que o repórter estava detido por desacato e o conduziu à área reservada da delegacia.

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