Reportagem evita ação violenta em Lorena, no Vale do Paraíba

Reciclador estava com as mãos amarradas; agressores fugiram ao ver carro do 'Estado'

José Maria Tomazela / LORENA, O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2010 | 00h00

Chance. Amarrado, Adriano aproveitou a presença dos repórteres, se desvencilhou e fugiu dos agressores, que se afastaram            

 

 

 

 

 

 

 A chegada da reportagem evitou que o reciclador Adriano Carlos Gonçalves da Silva, de 19 anos, fosse arrastado por dois homens na manhã de ontem, em Lorena, no Vale do Paraíba, a 190 km de São Paulo. Segundo Silva, a intenção dos homens, que o acusavam de um furto, era executá-lo.

 

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Ele estava amarrado com as mãos para trás e era arrastado e agredido, num local ermo, no bairro da Olaria, periferia da cidade. Ao ver o carro identificado com o logotipo do Estado, gritou por socorro. Os agressores se assustaram e ele conseguiu fugir, correndo na direção do veículo da reportagem.

A equipe do jornal fazia uma reportagem sobre as condições do Paraíba do Sul e havia entrado numa estrada de terra, quando se deparou com a cena. Assim que conseguiu se livrar dos agressores, Silva implorou por ajuda, pois iam matá-lo. Ele contou que foi abordado por três homens quando se dirigia ao posto de reciclagem onde trabalha. Um deles seria funcionário de uma academia de paintball.

"Eles me amarraram e começaram a bater. O cara sentou em cima de mim e os outros chutaram. Os dois que me seguravam mandaram o outro buscar uma arma. Disseram que iam me matar e jogar dentro do Paraíba."

Segundo Silva, os homens o acusavam de ter furtado equipamentos da academia, localizada nas imediações. Queriam que ele indicasse outras pessoas que teriam participado do furto. Disse que a chegada da reportagem o salvou. "Um deles disse, solta ele, solta ele, é a reportagem." Silva se disse inocente da acusação. Contou que morava num lugar próximo e ajudava a mãe.

Foi preciso usar uma faca para cortar o cordão que o prendia. O rapaz foi levado à delegacia, mas como não seria atendido de imediato, preferiu ir para casa, prometendo voltar com a mãe. Ele não havia prestado queixa até a noite de ontem. Não havia registro do furto no paintball.

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