Renunciar é humano!

Meu Deus!

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2013 | 02h04

De Thor, filho de Eike Batista, sobre o truque dos xarás da comissão de frente da Unidos da Tijuca para fazer martelo levitar: "Grandes coisas!"

Bode expiatório

Entreouvido nos corredores do Vaticano após a renúncia de Bento XVI: "E se a gente botar a culpa de novo no mordomo?"

Papo cabeça

Se é mesmo verdade que Bento XVI tomou a decisão de renunciar após viagem a Cuba, em março de 2012, precisa ver se não contribuiu para isso a pergunta que Fidel Castro fez ao visitante durante encontro em Havana: "O que faz um papa?"

Ô, raça!

Para evitar confusão como a do ano passado durante a apuração do carnaval de São Paulo, a Liga das Escolas de Samba fechou o Anhembi ao público para o ritual de abertura dos envelopes dos jurados. Prevaleceu a tese de que, não importa o perigo, tirando o ser humano de cena, tudo melhora!

Acredite se quiser

Quem cruzou com Dunga no camarote da Devassa garante: o técnico está voltando a ser aquela pessoa extrovertida, animada e brincalhona de outros carnavais.

Nem aí!

Onde diabos Aécio Neves passou o carnaval? O senador não dá mais as caras no Leblon nem quando está de folga, caramba!

Off-Carnaval

Lincoln é forte concorrente ao Oscar de filme mais chato em cartaz. Não se fazia nada assim na categoria biografia de ex-presidente desde Lula, o Filho do Brasil.

Se Jânio Quadros teve pelo menos a lucidez de não renunciar no carnaval, justiça seja igualmente feita a Bento XVI, o papa não perdeu o juízo a ponto de sair por aí evocando "forças ocultas" para justificar sua decisão!

O fato é que renúncia, quando não se precipita por apego do renunciante a direitos políticos maiores que seu cargo, é sempre uma surpresa pra todo mundo.

Ninguém renuncia atendendo a abaixo-assinado, como supõe o brasileiro indignado com a reeleição de Renan Calheiros na presidência do Senado.

Também não é da índole da raça abdicar do poder pelo bem de todos e felicidade geral da nação, daí a dificuldade de se compreender a atitude do outro ao abandonar um alto posto de comando aqui ou no Vaticano.

Mal comparando a renúncia do papa com a do Jânio, o choque com a notícia é o mesmo!

"Por quê?" - perguntam-se ainda agora fiéis e foliões perplexos com o gesto magnânimo de Bento XVI.

Tem um dado de humanidade bacana nessa história. O papa sai de cena renovando esperança de que o ser humano não perdeu de todo a capacidade de surpreender. Ainda tem coisa que não se explica, graças a Deus!

PÁ DE CAL

"SEM BENTO XVI, O CARNAVAL PERDE A GRAÇA DE VEZ!"

Zeca Pagodinho

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