Renúncia coletiva na Fundação Nemirovsky

Integrantes do conselho da Fundação José e Paulina Nemirovsky, Jorge Wilheim, Antonio Henrique Amaral e Antonio de Franceschi se anteciparam ao julgamento do mérito da ação civil da 1.ª Vara de Família e Sucessões de São Paulo, proposta pelo Ministério Público Estadual e que pedia a saída desse grupo da entidade, e renunciaram anteontem aos seus cargos. A renúncia coletiva ainda incluiu o conselheiro Renato Lacerda de Lima.

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2011 | 00h00

"Não concordamos com a situação a qual foi levada a fundação", afirmou Wilheim, que era presidente do conselho. A ação judicial, assim, perdeu seu objeto e novos membros terão de ser eleitos. Ficam no conselho apenas Beatriz Nemirovsky Moraes Leme (filha dos instituidores da fundação, já mortos) e seus três filhos. A entidade detém coleção de arte avaliada em cerca de R$ 100 milhões.

Segundo o diretor executivo da fundação, Arnaldo Spindel, ele e a curadora Maria Alice Milliet ficarão em seus cargos até a nomeação dos novos membros. "Só não nos desligamos para que seja feita uma passagem menos traumática." O promotor e curador de Fundações do MPE, Airton Grazzioli, afirma que a recondução terá de ser resolvida judicialmente.

O NOME DA INSTITUIÇÃO

Fundação José e Paulina Nemirovsky

ESTAÇÃO PINACOTECA, REGIÃO CENTRAL DE SP

Com uma coleção de arte avaliada em cerca de R$ 100 milhões, com destaque para o modernismo brasileiro, a Fundação José e Paulina Nemirovsky foi criada na década de 1980. Em 2004, Paulina Nemirovsky (José morreu em 1987), firmou contrato de comodato (renovável) do acervo com a Secretaria de Estado da Cultura. Paulina morreu em 2005. Desde então, a entidade tem sede na Estação Pinacoteca, onde realiza suas mostras e atividades.

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