Renato ia ser pai e sonhava com o Maranhão

Renato Ferraz pretendia telefonar no domingo, dia 11, para dar aos pais, Luís Gonzaga Ferraz e Lucineia, a notícia de que seria pai. Com 22 anos, maranhense de Cururupu, estava feliz com a gravidez da namorada, Lívia.

O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2012 | 02h03

Foi surpreendido, porém, na noite do dia 10, por dois balaços disparados pelo soldado PM Edcarlos Lima, de 36 anos, que suspeitou dele e do cunhado, Jefferson Santos, de 27, em um cruzamento na zona leste da capital.

O soldado foi preso e a polícia paulista pediu a familiares de Renato que entendessem a situação em razão dos ataques do PCC. "A gente entende, mas não aceita", disse, por telefone, Aldo Almeida, de 32 anos, primo de Renato, na terça-feira passada, poucos minutos antes de assistir ao enterro do rapaz na cidade.

Renato deixou sua terra aos 19 anos em busca de emprego. Vivia com parentes na zona leste de São Paulo. Tinha concluído o segundo grau e trabalhava como ajudante de entregas. / P.P.

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