LUIS MOURA
LUIS MOURA

Remoções para obra da Sabesp somam 82 km²

Área equivalente a cinco vezes a cidade de São Caetano do Sul será usada em transposição para o reservatório do Cantareira

Fabio Leite e Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

03 de junho de 2015 | 06h55

SÃO PAULO - A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) terá de desapropriar uma área equivalente a cinco vezes a cidade de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, para fazer a transposição de água da Represa Jaguari, do Paraíba do Sul, para o Reservatório Atibainha, do Cantareira. 

Considerada a principal intervenção para ajudar na recuperação do maior manancial paulista, a obra ainda está em fase de licitação e já teve o prazo de conclusão prorrogado duas vezes. Agora, a previsão é 2017.

Ao todo, serão 82,2 km² desapropriados nas cidades de Santa Isabel e Igaratá (Paraíba do Sul), onde será feita a captação de água na Represa Jaguari, e em Nazaré Paulista, onde será construído um túnel ligando o canal de quase 15 quilômetros de extensão até a Represa Atibainha. Os dois últimos decretos de desapropriação foram publicados na semana passada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e englobam, em grande parte, as terras de uma fazenda na zona rural. O custo das desapropriações é de R$ 200 mil.

O projeto, orçado em R$ 830 milhões, prevê a transposição de 5,1 mil litros por segundo, em média, da Jaguari para o Cantareira. Na prática, o bombeamento poderá ser feito nos dois sentidos. Quando anunciou a obra, em março de 2014, Alckmin prometeu licitá-la e concluí-la em 18 meses, ou seja, no segundo semestre deste ano. Em julho, o governo paulista previu entregá-la “no verão de 2015/2016”. Depois, a Sabesp estendeu o prazo para o fim do ano que vem. 

Agora, o governo já admite que a transposição deve ficar para fevereiro de 2017, conforme publicou nesta terça-feira, 2, a Folha de S.Paulo. Já a finalização da obra para levar água do Cantareira para o Paraíba levará três anos.

Ponto de vista. Nesta terça, Alckmin disse que o atraso na obra “depende do ponto de vista”. “Eu diria que a leitura correta é que essa obra vai ser entregue cinco anos antes. No plano da macrometrópole, era para (iniciar em) 2020.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.