Relógios de rua da capital estão desligados por falta de luz

Energia foi cortada em pelo menos 20% dos mostradores; outros 42 equipamentos estão quebrados. Eletropaulo vai 'verificar o problema'

Felipe Grandin, O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2010 | 00h00

Um quinto dos relógios de rua da capital está desligado porque a energia foi cortada pela Eletropaulo. A afirmação foi feita pela Buldogue Mídia Exterior, empresa que ganhou licitação para fazer a manutenção dos equipamentos. A Eletropaulo afirma que vai verificar o problema.

Dos 303 relógios que mostram hora e temperatura na capital, 63 estariam sem energia. A empresa afirma que as contas vêm sendo pagas regularmente pela Prefeitura e que não haveria motivo para o corte. Em nota, a Assessoria de Imprensa da Eletropaulo afirmou que a concessionária "está avaliando a causa do não funcionamento dos relógios".

"Encontramos problemas não esperados, como o desligamento da energia pela Eletropaulo", afirma Fabrício Guimarães, diretor da Buldogue. "Não sei por que a energia foi cortada." Outros 42 estão quebrados.

A Buldogue assumiu a manutenção dos relógios de rua neste mês, após vencer licitação feita pela Prefeitura. Segundo o diretor da empresa, serão necessários "de 15 a 20 dias" para consertar e colocar novamente em funcionamento os relógios quebrados. "Estamos enfrentando dificuldade com os equipamentos antigos, porque faltam peças de reposição. E não há sistema de controle remoto, vamos precisar instalar um", diz.

Os relógios de rua foram desligados em fevereiro, após o fim do contrato de 10 anos com a Publicrono. A Prefeitura pretendia arrecadar dinheiro com a exploração publicitária dos painéis, mas a licitação ainda não saiu do papel.

A intenção era conceder o direito a empresas, que ficariam responsáveis por instalar e fazer a manutenção de todo o mobiliário urbano (bancos e abrigos de ônibus). Com isso, o governo pretendia arrecadar R$ 2,5 bilhões. A proposta precisa, no entanto, do aval da Câmara Municipal. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) enviou um projeto de lei neste ano, mas ainda não há data para ser votado.

Nesse meio tempo, a Prefeitura contratou empresas para fazer a manutenção do equipamento. O contrato com a Buldogue foi assinado em 5 de agosto, por um ano. A companhia vai receber R$ 1 milhão pelo trabalho.

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