Relógio vai servir como Bilhete Único

Aparelho equipado com chip especial será vendido por R$ 230, o equivalente a 76 passagens de ônibus

CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2013 | 02h11

O secretário municipal dos Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, afirmou ontem em evento no Centro Educacional Unificado (CEU) Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, que o usuário do transporte coletivo vai poder substituir o Bilhete Único por um relógio com um chip especial. O próprio secretário usava um aparelho desses no evento. O modelo pertence à empresa Rede Ponto Certo, uma das gerenciadoras das recargas do Bilhete Único.

Segundo a empresa, a expectativa é de que a instalação do sistema comece em 30 dias. É também quando chegam as primeiras 5 mil unidades dos relógios ao País. Eles são produzidos pela austríaca Laks, que detém as patentes do produto. A Rede Ponto Certo informou ainda que o preço da unidade no varejo será de R$ 230 (ou o equivalente a 76 passagens de ônibus). Inicialmente, os aparelhos serão vendidos em lojas virtuais. "Estamos em fase de testes. O chip vai ter o preço de um relógio comum", disse Tatto.

Em julho, um relógio desse tipo foi testado pela Ponto Certo no sistema de transporte público no Recife, em Pernambuco, e em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Na época, a empresa chegou a apresentar modelos desse relógio em um evento na cidade de São Paulo.

Batizado de Watch2pay (termo em inglês que pode ser traduzido como "relógio para pagar"), o equipamento paga a passagem com apenas um toque - basta encostar o aparelho no validador, que, se houver crédito, a catraca se abre. A recarga funcionaria como a do Bilhete Único atualmente.

Pagamentos. A empresa indica ainda que o relógio também pode ser usado como um cartão de débito. A tecnologia está sendo homologada pela MasterCard Brasil. Como parte desse sistema, o aparelho também pode funcionar para garantir a entrada em estádios de futebol.

Com a difusão do mecanismo, apesar do preço elevado, a São Paulo Transporte (SPTrans), que gerencia a rede de ônibus na cidade, espera diminuir um pouco os gastos com a emissão de cartões do Bilhete Único Mensal, cujos custos são arcados pela Prefeitura.

Celular. Além do relógio, a SPTrans já estuda a possibilidade de adotar uma tecnologia que permite o pagamento da tarifa do sistema de transporte coletivo por meio do celular do usuário. Ou seja, no futuro, para quitar a passagem, bastará erguer o telefone e movimentá-lo perto do validador da catraca, sem precisar usar o cartão, como hoje. A informação foi revelada no começo do ano em reportagem do Estado.

Esse chip especial possibilita a transmissão de dados, por um campo magnético, entre o celular e a máquina que faz a leitura dos dados do passageiro.

A SPTrans ainda não divulgou uma data para essa ideia sair do papel. / COLABOROU D.Z.

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