Relógio de rua vai voltar a funcionar

Depois de seis meses, Prefeitura fechou contrato para manutenção dos 341 equipamentos da cidade por um ano, ao custo total de R$ 1 milhão

Felipe Grandin, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2010 | 00h00

 

Após mais de seis meses sem manutenção, os relógios de rua da capital paulista devem finalmente voltar a funcionar. A Prefeitura de São Paulo fechou contrato para a conservação dos 341 equipamentos, válido por um ano.

O acordo foi assinado com a empresa Buldogue Mídia Exterior, que faz serviço semelhante em cidades da Baixada Santista. A empresa cobrou o menor valor - R$ 1 milhão -, desbancando as concorrentes em pregão feito pela Secretaria de Infraestrutura Urbana (Siurb). O valor equivale a R$ 255 por mês para cada relógio de rua.

O contrato foi assinado no dia 5 deste mês e a ordem para começar o serviço é do dia 10. Os equipamentos, no entanto, ainda não voltaram a funcionar completamente. A reportagem passou ontem por algumas das principais avenidas da cidade e verificou que havia relógios desligados ou com problemas na Paulista, na Faria Lima e nos corredores Norte-Sul e Leste-Oeste.

71 °C. Em alguns casos, a hora e a temperatura estavam incorretas, por causa do mau funcionamento dos mostradores. Na frente do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, por exemplo, um dos visores mostrava 71ºC durante a tarde de ontem.

São exatamente os relógios instalados nesses locais que estão a menos tempo sem manutenção. Isso porque, antes do último pregão, a Prefeitura já havia feito em maio um contrato de 90 dias com a empresa Adshell para a conservação de 140 mostradores que estão nas áreas de maior movimento de veículos.

O prazo venceu em 31 de julho, dez dias antes de a Buldogue assumir o serviço. Segundo a secretaria municipal, a licitação foi aberta em 26 de maio e a empresa tem um cronograma para a verificação e a conservação dos relógios.

De acordo com a pasta, a posição do relógio (na sombra ou no sol) pode causar diferenças de até 5 graus centígrados na temperatura mostrada. "No caso de variações maiores, vamos intensificar os reparos a partir deste novo contrato", diz a nota. Procurada pela reportagem, a Buldogue não respondeu aos questionamentos até as 23 horas.

O contrato de manutenção é apenas um paliativo enquanto não se resolve definitivamente o destino do mobiliário urbano da capital. O objetivo da Prefeitura é passar a conservação dos equipamentos (relógios, placas, pontos de ônibus, bancos, etc) para uma empresa e, em troca, permitir que ela explore a publicidade nesses locais. A renda obtida com a concessão já foi, até mesmo, estimada no Orçamento, R$ 200 milhões. E tem fim determinado: pagar subsídio às empresas de ônibus.

A proposta, contudo, está em tramitação na Câmara e ainda não tem data para ser apreciada e votada pelos vereadores.

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