Arquivo/AE
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Relembre as prisões e polêmicas que envolvem Oscar Maroni

Aos 57 anos, empresário é acusado de formação de quadrilha, exploração de prostituição e tráfico de pessoas

01 de julho de 2009 | 11h33

Dono da boate Bahamas, o empresário Oscar Maroni aguardava em liberdade o andamento do processo a que responde pela suspeita de prostituição na casa noturna, que funciona em Moema, na zona sul da capital paulista. Aos 57 anos, o empresário é acusado pelos crimes de formação de quadrilha, exploração de prostituição e tráfico interno de pessoas. Maroni já foi preso três vezes: em 2007, 2004 e 1998. Ele nunca escondeu que é um "empresário do erotismo".

 

"Eu sou imoral, devasso, depravado, se você preferir, mas pago meus impostos e estou em situação legal", afirma. O "rei do entretenimento adulto de São Paulo", como diz, já respondeu a cinco processos e foi preso acusado de explorar a prostituição.

 

"Pode ser imoral, mas é legal", afirmava, sempre ao lado da inseparável cadela Docinho. Com 4 filhos, ele diz ser um homem de família. Além da boate, tem uma fazenda, uma fábrica de energéticos e uma promotora de lutas de vale-tudo.

 

Após sua terceira prisão, quando ficou na cadeia por 50 dias, em 2007, o empresário chegou a afirmar que seria candidato à Prefeitura de São Paulo. Na ocasião, acusou o prefeito Gilberto Kassab (DEM) de perseguição.

 

Construções irregulares

 

Maroni também é dono do Oscar's Hotel, construído ao lado da boate Bahamas. O empreendimento foi contestado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que pediu a demolição do prédio, que teria sido construído com 254,66 m² a mais do que o projeto aprovado. A construção teria sido autorizada após pagamento de propina a um oficial da Aeronáutica, segundo denúncias.

 

A construção é contestada também por supostamente ter altura acima da permitida naquela área, próxima ao Aeroporto de Congonhas. No entanto, a defesa de Maroni alega que o empreendimento não oferece risco aos tripulantes e passageiros dos aviões.

 

Prisões

 

Em 2007, o empresário ficou preso por 50 dias sob acusação de manter um esquema de prostituição na boate Bahamas, em Moema. Tanto a boate quanto o Oscar's Hotel estão interditados desde 2007. Durante o ano de 2007, o hotel foi lacrado três vezes. 

 

Em 2004, o Bahamas foi fechado e Maroni foi detido depois que deu entrevista à revista IstoÉ declarando que enriqueceu em 10 anos e que, com a inauguração de um hotel, o Bahamas iria se tornar uma "Disneylândia do prazer". Maroni foi preso em flagrante porque portava arma de uso do Exército.

 

A primeira vez que foi detido, em 1998, o empresário foi acusado de explorar a prostituição em sua boate de Moema. Na ocasião, outras 150 pessoas foram detidas no local.

 

Texto ampliado às 12h22 para acréscimo de informações.

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