Relatório será apresentado em 18 dias

Processo contra Netinho de Paula (PCdoB), na Câmara Municipal

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

24 Março 2011 | 00h00

Em abril de 2010, o Estado revelou que o vereador Netinho de Paula (PCdoB) contratou com sua verba de gabinete empresas que só existiam no papel. Uma delas é a Mineral Comunicação, cujo endereço nas notas apresentadas à Câmara Municipal constava ser na Ponte Rasa, zona leste. A empresa, entretanto, não funcionava no local - também não tinha telefone, site ou outro tipo de registro.

Após a publicação da reportagem, o Ministério Público Estadual abriu um inquérito, ainda em andamento, para investigar supostas ilegalidades. Em março deste ano, a Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo também aprovou a abertura de processo para averiguar o caso. Netinho apresentou sua defesa ontem, mas o documento é sigiloso. No plenário, o vereador já havia se defendido dizendo que as notas não eram frias - os serviços teriam sido efetivamente prestados para seu gabinete e ele prometeu comprovar que a empresa de fato existe.

Ele disse também ser vítima de perseguição política. Agora, um de seus desafetos, o vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR), tem mais 18 dias para apresentar um relatório final. Caso a pena sugerida por Rodrigues seja a cassação, ela ainda terá de ser apreciada pelo plenário.

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