Relatório foi feito para outorga, alega Sabesp

Companhia alega que 'Plano de Contingência - Rodízio no Sistema Cantareira' foi elaborado antes da atual crise de estiagem e durante o processo de renovação da outorga de uso do manancial

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

07 Agosto 2014 | 03h00

SÃO PAULO - A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirmou, em nota, que o “Plano de Contingência - Rodízio no Sistema Cantareira” foi elaborado antes da atual crise de estiagem e durante o processo de renovação da outorga de uso do manancial, iniciada em 2013 e suspensa neste ano por causa da seca. “Ele é um dos cenários estudados para a renovação da outorga durante os próximos 30 anos e foi desenvolvido antes de o Sistema Cantareira registrar as menores afluências de sua história. Portanto, não pode ser utilizado para discutir o atual cenário”, afirma. 

Segundo a empresa, “é irresponsável estimar uma economia de água de 4.200 litros por segundo além dos 9 mil litros por segundo já obtidos”, com dados de julho. “Essas medidas não podem ser somadas”, afirma a companhia, segundo a qual “não existe prazo de aplicação do rodízio apresentado no documento”. 

A Sabesp afirma ainda que é “irresponsável defender a adoção de uma medida que vai prejudicar a população, quando as ações adotadas pela Sabesp mantêm o abastecimento para todos, mesmo com uma diminuição drástica no volume de água autorizado para captação”. “As soluções adotadas pouparam a população de um sofrimento enorme.”

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