Relação gay não é abordada pelos clubes em estatuto

A polêmica em torno da concessão de um título familiar a um casal homossexual tem origem normalmente no estatuto dos clubes. A maioria deles não define se a união afetiva aceita é apenas a de homem e mulher, ou também entre pessoas do mesmo sexo. Por isso, se algum casal gay solicita ser reconhecido como família, passa a depender da interpretação das regras pela diretoria.

O Estado de S.Paulo

29 Julho 2012 | 03h05

Segundo nove dos 13 clubes procurados pela reportagem, a solução é simples: basta seguir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu, em maio de 2011, a união entre pessoas do mesmo sexo.

É o que fará, por exemplo, clubes como o Palmeiras e a Portuguesa. Ambos nunca registraram essas solicitações, mas afirmam que não pretendem impor qualquer objeção, caso sejam procurados por homossexuais.

Depois de aceitos, a dificuldade poderá ser financeira. Em São Paulo, participar de uma comunidade tradicional, como a do Club Athletico Paulistano, pode custar uma fortuna. O investimento é de R$ 371 mil. Entre os mais populares, o preço dos títulos varia de R$ 6 mil (Palmeiras) a R$ 10 mil (São Paulo), sem contar as mensalidades. / A.F.

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