Relação complicada é tema de curso e livro

O número de pacientes reclamando da relação mãe/babá foi tamanho que a terapeuta de família Roberta Palermo, formada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), resolveu criar, há quatro anos, um curso para orientar as domésticas - e, eventualmente, suas patroas. A apostila do curso, que tem dez semanas, foi transformada no livro Manual de Instruções - Guia Para a Babá (160 páginas, Mescla Editorial).

Paulo Sampaio, O Estado de S.Paulo

27 Março 2011 | 00h00

"Procuro melhorar a autoestima dessas moças, que têm uma história difícil, e fazê-las entender que o que conta no emprego são as necessidades daquele núcleo familiar. Tem mãe que quer colocar casaco na criança, mesmo não estando frio. O que importa é a vontade dela", diz Roberta, que tem um filho de 9 anos, mas nunca contratou uma babá para ajudá-la.

Em relação às mães, a terapeuta acha que ter uma babá, para muitas, é questão de status. Como aparecer no clube, ou na festinha, sem uma? E diz ainda que mães relegaram às babás atividades que deveriam executar por sua importância afetiva - mas consideram "serviços inferiores". "A babá pode encher a banheira e limpar o pratinho. Mas quem tem de dar o banho e a papinha é a mãe. Já ouvi uma mãe dizer a outra: "Nossa, você dá banho no seu? Eu só pego o meu quando está limpinho"."

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