Rejeição uniu governo, oposição e bancadas religiosas

A rejeição aos bingos uniu oposição, setores do governo, bancadas católica e evangélica, que temiam os efeitos desencadeados com a medida, como lavagem de dinheiro e financiamento do crime organizado. Na semana passada, o tema entrou na pauta em regime de urgência em um acordo que envolveu o governo, os governadores e líderes partidários.

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2010 | 00h00

O governo queria aprovar questões do pré-sal; os governadores desejavam a prorrogação do Fundo da Pobreza e a aprovação do projeto de compensação por perdas de isenção tributária para exportações. Com isso, vários partidos aceitaram votar os bingos, sem se comprometer com sua aprovação.

Apesar de outros textos seguirem em tramitação no Congresso, não há clima político para aprová-las, ao menos no início da gestão Dilma Rousseff. Assim, a futura presidente não terá de se posicionar e se sujeitar ao desgaste de vetar ou sancionar a proposta. Não à toa, o futuro ministro da Justiça, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), operou ontem no plenário pela derrubada do projeto.

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