Reitor diz que transparência é essencial

Entrevista com João Grandino Rodas, reitor da Universidade de São Paulo (USP)

Entrevista com

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2013 | 02h06

A proposta de mudança nas eleições na USP surge no último semestre de mandato do reitor João Grandino Rodas. O tema foi levantado nos últimos anos, mas só agora avançou. Rodas diz que esse será o último ato da sua gestão.

Qual é a maior dificuldade para uma mudança eleitoral na USP?

A questão principal é a mudança de concepção em relação à estrutura de poder da universidade. Uma vez que o processo seja definido pela comunidade, é lógico que se aplique, de forma isonômica, em todos os níveis da administração.

Qual ponto em relação à transparência tem maior urgência?

O ponto mais urgente é que as eleições, em todos os níveis da administração e representações, se desenvolvam em processo amplo e transparente, após inscrições eleitorais claras, com auditoria externa durante todo o procedimento.

A lista tríplice é fortemente criticada. Na sua visão de reitor, esse seria o principal ponto?

A questão é mais complexa porque depende de regras externas à universidade. Portanto, não cabe à universidade a mudança dessas regras.

A reeleição para reitor será uma das opções de mudança? O senhor defende isso?

Por tradição, as universidades públicas paulistas não contemplam reeleição.

A discussão não avançou antes. Por que agora terá sucesso?

Pelo convite à comunidade para que participe do processo. Nas outras discussões, em 2010 e 2012, isso foi discutido no âmbito do Conselho Universitário.

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