Reitor da USP pede metrô na Cidade Universitária

Cerca de 100 mil pessoas circulam diariamente pela Cidade Universitária, na zona oeste da capital, que tem 7,5 milhões de metros quadrados. Apesar de ser maior do que muitos municípios do interior e estar próximo do centro expandido da capital, o câmpus ainda não é servido por metrô. Ontem, porém, o reitor João Grandino Rodas sinalizou que pretende reverter essa situação. Ele disse que já solicitou oficialmente ao governo no ano passado um estudo para isso.

O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2012 | 02h05

Para o reitor, ter uma estação dentro ou nas imediações do câmpus seria uma maneira adequada de lidar com o trânsito crescente dentro da Cidade Universitária. "Estamos no limite, justamente, da quase impossibilidade de se chegar de carro aqui."

Rodas ressaltou que também prevê restrições a veículos. "Não tem nenhum estudo a respeito disso, mas é óbvio que, mais um pouco, se possa imaginar, não hoje ou amanhã, que não entre mais qualquer carro na Cidade Universitária para estacionar."

Essa questão, entretanto, ainda passará pelo Conselho Gestor do Câmpus para aprovação.

No passado, já se chegou a cogitar a construção de uma estação de metrô dentro da USP. A proposta, no entanto, enfrentou sérias restrições e nunca foi levada para a frente.

A Linha 4-Amarela foi construída a mais de 1 km da portaria principal do câmpus. Aberta no ano passado, tem um pequeno terminal, de onde partem ônibus da São Paulo Transporte (SPTrans) à USP.

O reitor não soube informar onde exatamente ficaria a estação para atender a população da Cidade Universitária, que tem 40 mil alunos.

A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos informou, em nota, que "novos estudos de linhas metroferroviárias levarão em consideração a solicitação" feita pelo reitor. / C.V.

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