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Justiça suspende reintegração de terreno da CDHU na zona sul de SP

PM chegou a enviar equipes à área de 21,6 mil metros quadrados na Rua Farid Miguel Haddad, no Parque Bristol, no Sacomã

Bibiana Borba e Felipe Cordeiro, O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2017 | 06h48
Atualizado 20 Setembro 2017 | 09h15

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu na tarde desta segunda-feira, 18, uma decisão liminar que determinava a reintegração de posse de um terreno pertencente à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) no Parque Bristol, na região do Sacomã, zona sul da capital paulista. A área, de 21,6 mil metros quadrados, foi ocupada irregularmente por cerca de 200 pessoas no dia 22 de julho.

A Polícia Militar chegou a enviar equipes na manhã desta terça-feira, 19, ao terreno localizado na altura do número 188 da Rua Farid Miguel Haddad para cumprir a reintegração de posse. Segundo a CDHU, a suspensão da liminar era desconhecida até pelo oficial de Justiça encarregado do caso.

"Desmobilizou um grande aparato policial, que poderia ter sido empenhado no patrulhamento da cidade", afirmou, em nota, a companhia, que prometeu recorrer da decisão ainda nesta terça-feira.

A reintegração de posse foi determinada no dia 27 de julho pelo juiz Rogério Aguiar Munhoz Soares, da 3ª Vara Cível do Foro Regional III do Jabaquara, na zona sul, que considerou que a demora da Justiça em analisar o caso poderia incentivar novas invasões no terreno. Já a suspensão da liminar foi confirmada pela juíza Carolina Bertholazzi.

O grupo de sem-teto afirmou que a maioria dos ocupantes da área já estava na fila de programas habitacionais do Estado, mas reclamou da demora na liberação de moradias populares. O terreno fica entre duas áreas de condomínios construídos recentemente.

Vizinho da área ocupada, um morador do Parque Bristol que preferiu não se identificar disse ao Estado que os sem-teto já sabiam na madrugada da suspensão da liminar que ordenava a reintegração de posse e que eles comemoraram o momento em que os policiais militares foram avisados.

Ainda segundo ele, um grupo jogou espalhou lixo pelo terreno após a saída da polícia. No local, a CDHU planeja construir um conjunto habitacional com 432 unidades.

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