Reintegração de posse na Marginal do Pinheiros pára SP

Prefeitura emite ordem para desocupação da Favela Real Parque e moradores protestam bloqueando via

11 de dezembro de 2007 | 16h59

Duas das três pistas locais da Marginal do Pinheiros, no sentido Interlagos, foram bloqueadas durante a tarde desta terça-feira, 11, devido ao cumprimento de uma reintegração de posse na Favela Real Parque, na região do Morumbi. A interdição foi feita durante a manhã, para que 150 barracos pudessem ser desmontados e o terreno desocupado.   Imagens da reintegração de posse    Moradores foram acordados às 6 horas pelo oficial de Justiça e, segundo o subprefeito do Butantã, Maurício Pinterich, tiveram uma hora e meia para deixarem as casas.   Revoltados com o despejo, um grupo de moradores invadiu o pista expressa da Marginal do Pinheiros às 10h20. Houve confronto entre moradores da Favela Real Parque e policiais militares que cumpriam o mandado de reintegração de posse. Um grupo de moradores interditou por pelo menos 5 minutos a pista expressa da marginal e foi retirado à força pelos policiais. Os moradores chegaram a parar o trânsito em duas das três faixas da pista sentido Interlagos, e colocaram paus e pedras sobre o asfalto para atrapalhar o trânsito.   O trânsito ficou caótico em toda a cidade, que igualou, às 11h30, o recorde de 154 quilômetros de lentidão para o horário, registrado no dia 3 de agosto. Juntas, as marginais do Pinheiros e Tietê somaram 36 quilômetros de trânsito parado devido à interdição na pista local da Pinheiros.     O terreno de 17 mil metros quadrados pertence à Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). Como o Estado revelou no dia 24, há cerca de três meses houve uma proliferação de barracos, mas apenas 40 eram ocupados, com 180 moradores. Os demais haviam sido erguidos por interessados em conseguir cheque-despejo de R$ 5 mil da Prefeitura.   Em nota, a Emae informou que a reintegração foi feita da "forma mais humana possível, respeitando as necessidades básicas e as dificuldades dos moradores".   Entre policiais, guardas civis metropolitanos, agentes da Prefeitura e da CET, 378 pessoas participaram da operação. "Nesses casos, não se avisa com antecedência os moradores", disse o subprefeito. As autoridades envolvidas, porém, planejaram tudo com um dia de antecedência.   (Com reportagem de Camilla Rigi, de O Estado de S. Paulo)   Matéria ampliada às 20h46

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