Regras do Exército devem reger prisão de militar gay, diz Jobim

Ministro da Defesa não comentou se isso é tabu e disse que não foi discriminação por parte da Força Armada

João Domingos, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2008 | 19h16

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou-se nesta quarta-feira, 4, a responder se o homossexualismo é um tabu dentro do Exército, ao comentar a prisão de um sargento que, em entrevista à revista Época, declarou-se gay. "Isso é uma questão que tem de ser examinada da perspectiva das regras disciplinares do Exército, no procedimento normal do Exército. É o que eles estão fazendo", disse o ministro.   Veja também: Militar que assumiu relacionamento gay é preso por deserção   Ele afirmou que fora informado de que o sargento preso tinha se afastado de suas funções e que fora considerado desertor. Para Jobim, antes de se falar em discriminação aos gays, é preciso saber se eles se enquadram nas regras disciplinares do Exército. "O problema não é a discriminação ou não. É verificar se os casos concretos se aplicam ou não às regras disciplinares do Exército".

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