Região do prédio da TAM Express é isolada para implosão

Imóvel foi atingido pelo vôo 3054; terreno será doado para construção de um memorial às vítimas do acidente

05 de agosto de 2007 | 15h15

A região do prédio da Tam Express, atingido pelo vôo 3054 no dia 17 de julho, o maior acidente da história da aviação brasileira, foi interditada neste domingo, 5, para a implosão do imóvel, que fica na Avenida Washington Luís.  A detonação está prevista para as 15h30 e os moradores só poderão voltar para casa depois das 16 horas.   O Aeroporto de Congonhas ficará fechado entre 15h15 e 15h45. Acessos das avenidas Washington Luís e dos Bandeirantes serão bloqueados temporariamente, pouco antes do início e do término da implosão. Desde às 14h30, foram interditadas as ruas Baronesa de Bela Vista; Barão de Suruí e a Otávio Tarquínio de Souza. Essas ruas só deverão ser liberadas às 16 horas.   A TAM confirmou que o terreno será cedido à Prefeitura para a construção de um memorial em homenagem aos 199 mortos no acidente.   Implosão   A implosão deverá durar cerca de quatro segundos. Serão utilizados aproximadamente 75 quilos de explosivos em 300 pontos do edifício. A empresa que fará a implosão do prédio é a mesma responsável pela destruição do presídio do Carandiru, em 2002, e do Edifício Palace 2, que desmoronou no Rio de Janeiro em 1998.   Em nota deste domingo, a TAM informa que recebeu a documentação dos órgãos envolvidos na investigação das causas do acidente com o Airbus e com a busca de corpos. Segundo a empresa aérea, a secretaria de Segurança do Estado "informa que encerrou completamente os trabalhos de buscas por vítimas e de seus pertences na área".   Moradores   Desde às 8 horas, técnicos da Defesa Civil passam nas residências entregando uma carta com orientações.  Ao total, 600 moradores - de 150 imóveis - estarão fora de suas casas durante a implosão do prédio.    A Prefeitura pede para que todos os moradores deixem suas casas, que mantenham portas e janelas trancadas, desliguem a chave geral, o registro de água e gás, mantenham os animais presos em lugar seguro (ou que os levem junto) e que os veículos fiquem fora da área interditada.   Os moradores estão apreensivos com a implosão, mas querem a liberação das ruas interditadas o quanto antes. "A expectativa é para acabar isso logo. A vida e o trânsito devem voltar ao normal porque hoje vivemos um caos", disse Bruno Barros, de 22 anos, morador da região.

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