Região de Interlagos teve trânsito intenso

Após a corrida e com bloqueios da CET, muitos torcedores enfrentaram dificuldade para sair do autódromo, localizado na zona sul de São Paulo

Ana Bizzotto, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2010 | 00h00

O trânsito na capital paulista ontem ficou mais tranquilo do que se esperava para um dia de grandes eventos como o Grande Prêmio de Fórmula 1, o Salão do Automóvel e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O movimento mais intenso foi na saída do Autódromo de Interlagos, na zona sul, onde a lentidão atingiu três quilômetros, às 17h15.

O trânsito ficou carregado nas saídas dos portões, nas pontes e na Marginal do Pinheiros, mesmo com o trânsito em sentido único para o centro. Por causa dos bloqueios no entorno do autódromo, o grande fluxo de pessoas que saía dali seguia a pé, de ônibus ou táxi - mas muitas tiveram dificuldades.

O empresário Joacir Fernandes, de 47 anos, caminhou por meia hora com a mulher até encontrar um táxi livre e mais meia hora já no carro até chegar à Ponte do Socorro. "Era um mar de gente na saída", afirmou Fernandes, que veio de Manaus para ver a corrida. Segundo o taxista Ricardo Eller, que buscou o empresário, foi "muito difícil" chegar ao autódromo. "Estava mal sinalizado. Não havia indicação de onde ficavam os pontos de táxi nem os bolsões de estacionamento."

O bloqueio da Marginal do Pinheiros entre a Avenida Interlagos e Ponte Transamérica também dificultou a vida de quem foi buscar parentes. "Quem só veio deixar alguém se deu mal. Tive de dar a maior volta", disse o analista de sistemas Mauro Poliqueze, de 40 anos, que foi levar e buscar os sobrinhos.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os bloqueios eram para dar fluidez e segurança a motoristas e pedestres. O órgão diz que foram instaladas faixas na região informando sobre os bloqueios.

Anhembi. Quem aproveitou o último dia do Salão do Automóvel encontrou trânsito na entrada do Pavilhão do Anhembi, na Avenida Olavo Fontoura, na zona norte, principalmente no fim da manhã.

"Demoramos 1h30 para estacionar e, mesmo assim, tivemos de parar no estacionamento mais distante e caminhar por 15 minutos", disse a empresária Cristiane Arruda, de 34 anos, que foi com os dois filhos e o marido.

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