VALERIA GONCALVEZ/ESTADAO
VALERIA GONCALVEZ/ESTADAO

Reforma do Museu da Língua Portuguesa conclui restauro da cobertura

Museu, destruído por um incêndio em 2015, deverá reabrir no segundo semestre de 2019. Reconstrução custará cerca de R$ 60 milhões

O Estado de S.Paulo

18 Julho 2018 | 23h14

Foram concluídas nesta quarta-feira, 18, as obras de restauro da cobertura do Museu da Língua Portuguesa, na Luz, região central de São Paulo. O prédio sofreu um incêndio em dezembro de 2015. A cobertura do prédio passa a ter o equivalente a 89.150 quilos de madeira certificada da Amazônia.

Além da reconstrução de todo o telhado, já foram concluídos o restauro da fachada e das esquadrias e as ações de conservação da ala oeste. Em setembro, será iniciada a obra do interior do prédio e as obras devem ser concluídas no segundo semestre de 2019. 

“Além da preservação, houve toda uma atualização das normas de segurança. Nós tivemos um maior rigor nas normas de segurança, equilibrando as duas questões, a preservação de um lado e a atualização da segurança de outro”, destacou o secretário da Cultura do Estado, Romildo de Pinho Campello.

A reconstrução do museu custará em torno de R$ 60 milhões, parte paga pelo seguro contra incêndio, e parte captada por meio da Lei Rouanet. O novo local de exposições seguirá o conceito anterior, mas terá algumas modificações.

"Ao entrar no novo Museu da Língua Portuguesa, o visitante o reconhecerá, mas, ao mesmo tempo, ele terá atualizações. Há um aprendizado do período, há uma evolução tecnológica e atualização de alguns conceitos. No museu anterior, o fato de a língua portuguesa ser falado em nove países do planeta era uma referência. Nesse novo museu, será um destaque, um ponto de aglutinação de todos os países que falam a língua”, disse o secretário.

Assim como foi feito no novo Auditório Simón Bolívar, também destruído por um incêndio, o novo museu fará menção ao evento que destruiu parte de seu prédio. “Haverá, assim como há uma referência hoje no Memorial da América Latina, no Auditório Simón Bolívar. Para que a gente não perca de referência, para que nunca mais aconteça”, disse Campello. /COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL

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