Reforma da Feira da Madrugada vai durar mais dois meses

Reunião de conciliação na Justiça Federal entre a Prefeitura e comerciantes do centro de compras no Pari durou quase 8 horas

Tiago Dantas, O Estado de S. Paulo

04 Julho 2013 | 17h48

Atualizado às 00h27

SÃO PAULO - A reforma da Feira da Madrugada, no Pari, região central de São Paulo, vai demorar mais 60 dias. A informação foi confirmada pela Prefeitura à Justiça Federal na quinta-feira,4, após quase oito horas de audiência entre representantes dos comerciantes e do poder público na 24ª Vara Cível - a reuniçao foi até as 22h30. Inicialmente, a feira seria reaberta em agosto. A previsão, agora, é que os comerciantes voltem a trabalhar em setembro.

À Justiça, a Prefeitura alegou que o atraso se deve à própria ação judicial e à ação de feirantes, que estariam entrando no terreno. Questionada pelo Estado às 19h, antes da conclusão da audiência, a Prefeitura disse que o prazo inicial, de agosto, estava mantido.

Os comerciantes negam que estejam interferindo na obra. Durante a audiência, a administração municipal confirmou que alguns box estão sendo desmontados e que as portas de metal estão sendo guardadas para serem realocadas depois. Os 4 mil novos boxes serão de alvenaria com as portas metálicas. A reforma prevê, ainda, o aumento dos corredores e a instalação de extintores de incêndio. O Ministério Público Federal e a Justiça propuseram que ao menos 900 dos cerca de 4,5 mil comerciantes da feira pudessem trabalhar durante os trabalhos, mas a sugestão não foi aceita pelo Município.

Protesto. No meio da tarde, enquanto a audiência corria, cerca de 60 pessoas fizeram um protesto na frente do Fórum Ministro Pedro Lessa, na Avenida Paulista. Os comerciantes chegaram a ocupar duas faixas da pista sentido Consolação da avenida, mas por volta das 16h30 se concentraram na calçada do fórum. Os comerciantes também protestaram na Avenida do Estado, nas imediações do terreno da feira.

Na Paulista, munidos de apitos, cornetas e baterias, os comerciantes reclamam que estão sem trabalhar desde o início de junho, quando a Prefeitura determinou que a feira, localizada em um terreno no Pari, região central, fosse fechada para reformas emergenciais.

Os trabalhos foram orçados em R$ 4 milhões e estavam previstos para terminar em agosto. O fechamento da feirinha foi determinado pela Prefeitura em abril, depois que um relatório do Corpo de Bombeiros identificou riscos aos frequentadores por ausência de extintores de incêndio e rotas de fuga adequadas.

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